Espaço reservado à reflexão sobre questões que nos incomodam e nem sempre tivemos com quem nos aconselhar. Reflete a opinião de quem, embora não seja dono da verdade, se esforça por ser um servo fiel dela. Existe algo que sempre o incomodou e que ainda não encontrou resposta satisfatória? Este é o seu espaço, você poderá perguntar o que quiser e eu lhe direi o que penso, embasado na Bíblia Sagrada. Trazer-lhe a Palavra de Deus e tirar a sua dúvida, ajudando-o (a) a refletir acerca de seu dia-a-dia é o que mais desejo. Você pode usar o espaço "comentários" para enviar suas perguntas ou, se preferir, mande-as via e-mail: pr.sandromarcio@hotmail.com e aguarde a publicação da resposta no blog.
Que Deus nos ajude!

quinta-feira, 12 de março de 2015

E se, os judeus tivessem aceitado Jesus como o Messias?


Amado irmão, o que aconteceria se ao invés dos judeus terem rejeitado Jesus colocassem-no num trono? Ele estabeleceria seu reino naquela época? Às vezes fico confuso quanto a isso, pois numa hora a Bíblia mostra claramente Jesus tentando se identificar com a profecias bíblicas apontadas para ele (mesmo assim foi rejeitado pelos seus), mas em outra parte, ela nos revela que o próprio Deus endureceu o coração dos judeus para que não reconhecessem Jesus como o Messias prometido, como entender isso? Entendo que o endurecimento veio da parte Deus para que o evangelho chegasse aos gentios. Sei que a Bíblia não se contradiz, mas e se os judeus tivessem reconhecido Jesus?
 
 
Aguardo ansioso a sua resposta! Desde já, obrigado!!
 
 
Boa noite, amado irmão, tudo bem contigo?
Quanto à sua questão, posso lhe dizer que, para Deus, não há “SE”, pois, toda a Sua vontade soberana, impreterivelmente se realizará; como disse Jó ao SENHOR:  “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus planos pode ser frustrado” (Jó 42.2) e também afirmou o apóstolo Paulo:  “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito. Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou” (Romanos 8.28-30).
Para nós, em nosso entendimento humano e limitado, existem condicionais, probabilidades e possibilidades; contudo, ao contemplarmos a Soberania de Deus, vemos que tudo, exatamente tudo ocorre sob o seu divino querer e controle.
Não era a vontade de Jesus reinar em Israel na sua primeira vinda, como vemos em João 6.15: “Sabendo, pois, Jesus que estavam para vir com o intuito de arrebatá-lo para o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte”. Jesus veio para reinar e está reinando espiritualmente no coração daqueles que nEle crêem, como Ele explica em sua conversa com Pilatos:
“Tornou Pilatos a entrar no pretório, chamou Jesus e perguntou-lhe: És tu o rei dos judeus?
Respondeu Jesus: Vem de ti mesmo esta pergunta ou to disseram outros a meu respeito? Replicou Pilatos: Porventura, sou judeu? A tua própria gente e os principais sacerdotes é que te entregaram a mim. Que fizeste? Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo. Se o meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui. Então, lhe disse Pilatos: Logo, tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz” (João 18.33-37).
 
Infelizmente, muitos ainda pensam que Jesus não foi totalmente bem-sucedido em Sua primeira vinda, pois os judeus não o receberam, e não entendem que essa rejeição não somente foi prevista como ordenada para que pela cruz os crentes fossem salvos. Jesus não veio nos dar a possibilidade de sermos salvos e sim para salvar, de fato, aqueles que nEle crêem os quais o Pai preparou e Lhe concedeu, como disse nosso Senhor: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste (João 17. 9; 12; 20 e 21).
 
Mas, o que dizer de João 3.16: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” ? Este texto não diz que Deus enviou Jesus para salvar a todas as pessoas do mundo e sim que Deus, por Seu amor, enviando Jesus havia de salvar as pessoas de todo o mundo que cressem em Seu Filho, mostrando que o amor de Deus não está restrito a Israel, mas se estende às pessoas de todo o mundo que Ele haveria de salvar pela fé em Cristo.
 
Deste modo, não havia a menor possibilidade de Jesus ser aceito pela maioria dos judeus e reinar fisicamente em Jerusalém em Sua primeira vinda, pois, se isso acontecesse não haveria cruz e nem salvação da humanidade. Lembremos das palavras do SENHOR: “Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora” (João 12.27).
 
O apóstolo Pedro nos esclarece a esse respeito quando diz aos judeus presentes em Jerusalém, por ocasião do Pentecostes: “Varões israelitas, atendei a estas palavras: Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (Atos 2., 22 e 23).
 
Espero tê-lo ajudado!
 
Um forte abraço,
 
Pr. Sandro Márcio  





Ps.
Em Sua primeira vinda nosso Senhor Jesus veio em sacrifício e humilhação, mas, Ele voltará em Poder e Glória e assim cumprirá cabalmente todas as profecias concernentes ao Seu Reino Eterno.
 
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente, venho sem demora. Amém! Vem, Senhor Jesus! A graça do Senhor Jesus seja com todos”. Apocalipse 22. 20 e 21
 

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O Novo Testamento Aboliu o Dízimo?

Ola pastor boa noite, eu vi que em seu comentário, o senhor deu bastante enfase ao uso do dizimo na resolução dos problemas financeiro de uma igreja.Sendo assim, resolvi compartilhar um pensamento e gostaria que o senhor comentasse por favor.
A palavra dizimo encontrado pela Primeira vez na Bíblia em (Gn 14) significa colheita, ou seifa é que foi uma atitude voluntária, quando depois de uma guerra, Abraão ofereceu a um sacerdote chamado Melquisedeque, Jacó, seu neto, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos, esse dízimo nunca foi dinheiro e sim cereais, sendo este totalmente diferente do preceito religioso estabelecido na ordem levítica da lei de Moisés que pela sua lei o Dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxa ou imposto, para ajudar organizações religiosas judaicas segundo a Lei de Moises (Lv 27, 30, 32) (Malaquias 3:10) (Hb 7:5). Segundo ordem levitica dizimo era dado exclusivamente aos levitas (1 Cr 15:2) (Hb 7.5), (Hb 7.11) 
Seu início se deu porque dentre as 12 tribos de Israel, a mais pobre era a tribo de Levi, então as tribos mais prosperas deveriam repartir mantimentos com a tribo menos favorecida justamente porque elas tinham colheitas em abundancia e não necessitavam de tantos mantimentos, guardar tudo para elas mesmas significaria acumular tesouro o que é terminantemente proibido por Deus, a tribo de Levi por sua vez também ofertava a viúvas órfãos e necessitados (Dt 26:12) repartiam com os estrangeiros, já que Israel no passado também já foi estrangeira, significando assim amor ao próximo, lá, benção era chuva para a colheita, maldição era seca, o devorador eram os gafanhotos, tudo isso definitivamente nada tem a ver a associação do devorador com o demônio nem benção com prosperidade financeira, como ensina o sistema religioso de hoje, em toda a bíblia não existe uma única citação que ampare essa afirmação. Segundo a LEI apenas os LEVITAS poderiam recolher o dizimo.
Os lideres religiosos de hoje que recolhem o dizimo, não são da tribo de Levi, não são Judeus e não fazem parte da Lei de Moisés. Este costume existiu de Abraão, até Levi (Hb 7:9), nessa passagem Paulo explica que, o dizimo termina em Levi e por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedec, este ab-rogou (aboliu) o sacerdócio levítico com todas as suas as leis, dízimos e costumes, conforme narra Paulo na carta endereçada aos Hebreus (Hb 7, 1 - 28). Paulo arremata: "Com efeito, mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hb 7.12). E ainda: "O mandamento precedente é, na verdade, ab-rogado pela sua fraqueza e inutilidade" (Hb 7, 18). OBS: SACERDOTE SÃO (LÍDERES RELIGIOSOS DA TRIBO DE LEVI) e mais, Quem entende que a o velho testamento e seus preceitos foram abolido por Cristo segundo o Apostolo Paulo (2 Co 3:14), apóia o uso do dizimo, citando a passagem do Novo Testamento onde Jesus critica os Escribas e Fariseus que lembram apenas do dizimo e esqueciam os outros preceitos da lei (Mt 23:23), sabemos que segundo a lei de Móisés do antigo testamento, aqueles dois homens que Jesus criticou, eram obrigados a dar o dizimo, o cominho e hortelã porque eram Judeus e ainda estavam sobre o manto da lei de Moisés e não da graça, que tem seu inicio com a morte de Jesus “ Esta consumado” naquele momento Cristo adentrou a nova aliança da graça, que estamos hoje, e neste contexto Jesus está dando uma bronca no pessoal que só lembrava do dízimo e esqueciam se dos outros preceitos da Lei, definitivamente ele não está orientando aos Gentios (nós) a praticar o preceito do dízimo. Cristo e seus discípulos jamais orientaram, permanecêssemos no preceito do dizimo, das coisas do dizimo a única que Jesus preservou é a caridade ajudar o necessitado ou seja ofertar ao próximo. (Is 1:17), (Tg 1:27). 

Resposta:
Boa noite, amado irmão!
Inicialmente quero agradecer por seu comentário e a oportunidade que me dá para falar mais sobre este importante assunto. Afinal, o cristão deve dar o dízimo ou é apenas uma ordenança restrita ao povo de Deus do Velho Testamento?
Creio que o dízimo é um referencial dado por Deus na Bíblia Sagrada para manutenção de sua igreja e, a esse respeito, é o mínimo que se espera de cada cristão. O Novo Testamento não eliminou a ordenança, mas deu o real sentido a ela, salientando o amor, a gratidão e a liberalidade deste ato.
Pretendo mostrar a base bíblica desta posição. 

1. A palavra Dízimo no Antigo e Novo Testamentos:
Caro irmão, a palavra dízimo, tanto no Antigo Testamento (hebraico: maasher) como no Novo Testamento (grego = dekáte) não significa colheita, como você sugeriu, e sim a décima parte de alguma coisa. Isto pode ser facilmente confirmado nos livros: Dicionário Internacional de Teologia do Antigo Testamento e Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, no verbete “dízimo” (ed. Vida Nova).
É claro que numa cultura agrícola, como era a de Israel, o fruto da terra estava em maior evidência, mas também contava com a cooperação da criação de gado e os despojos de guerra. Por isso quando em Gênesis 14.20, lemos que Abrão deu o dízimo de tudo quanto tinha, não temos como excluir a possibilidade de que o “tudo” estivesse também englobando valores em dinheiro, ouro e jóias.
Quando chegamos ao tempo da lei, é claramente dada a instrução de que se podia dar o dízimo da produção da terra e do gado em dinheiro; contudo, para que não houvesse perda ou desvalorização deveria ser acrescentada ainda uma quinta parte ao montante oferecido (Levítico 27.31).
   

2. A antiguidade e validade da prática:
Outra coisa que precisa ser considerada é a questão da antiguidade da prática do dízimo, que precede à lei de Moisés e ao sacerdócio Aarônico. O dízimo nos é apresentado justamente no exercício sacerdotal de Melquisedeque (Gênsis 14.20); que em Hebreus é dado como tipo do sacerdócio de Cristo, e por isso superior ao da Lei mosaica. O autor aos Hebreus (que alguns dizem ser Paulo, mas ninguém sabe ao certo quem é) vê com clareza esta superioridade a ponto de nos dizer que os levitas lhe pagaram o dízimo, através de seu ancestral Abraão, e que a ordem sacerdotal de Arão é passageira e a de Melquisedeque é eterna (Conforme Hebreus 7).
Uma coisa não é abolida, tão somente por estar no Antigo Testamento e sim quando é claramente rejeitada no Novo, e isto, não podemos afirmar em relação aos dízimos!
Mencionar a prática do dízimo por Abrão a Melquisedeque, em nada enfraquece
sua observância em nossos dias, muito pelo contrário.

3. O dízimo e a tribo de Levi:
Também há um problema em sua afirmação de que o dízimo seria entregue aos levitas, por serem da tribo mais pobre de Israel.
Devemos ver na separação de Israel administrativa e territorialmente em tribos, Deus ordenando que a tribo de Levi não tenha porção de terra separada, e sim que os levitas vivam nas cidades de Israel, para que ministrem da parte do Senhor ao Seu povo. Os levitas não recebiam os dízimos por serem pobres e sim por serem da tribo separada para a direção do culto ao Deus Todo-Poderoso e instrução de Seu povo. A eles cabia o cuidado com o serviço eclesiástico e também o amparo aos carentes; como este cuidado ainda se faz necessário na igreja atual; acredito que os dízimos ainda sejam um referencial adequado.

4. A repreensão de Deus ao Seu povo, registrada em Malaquias 3.
Quando lemos acerca da ira de Deus contra seu povo que o roubava no que dizia respeito aos dízimos e ofertas, como você bem considerou, não precisamos falar de demônios, pois os gafanhotos eram uma tragédia real em Israel, que não tinha porque ser espiritualizada. Deus é soberano para usar todos os meios que queira para punir a infidelidade de Seu povo. 
Para quem está em desobediência a Deus, o demônio se torna um problema pequeno; “horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo!” Hebreus 10.31.

5. O dízimo, Jesus e os fariseus:

Nos evangelhos, quando Jesus repreende os fariseus por sua hipócrita observância nos dízimos, jejuns e esmolas, não está de modo algum desobrigando dessas importantes práticas e sim mostrando que estão entre as mais básicas, que nunca podem ser exercidas sem justiça, misericórdia e fé.
“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque dais o dízimo da hortelã, do endro e do cominho e tendes negligenciado os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia e a fé; devíeis, porém, fazer estas coisas, sem omitir aquelas!” Mateus 23.23

6. A manutenção da Igreja Primitiva
Porém, se observarmos a prática da Igreja Primitiva, não encontraremos lá nenhuma menção ao dízimo; pelo simples fato de que eles já davam tudo o que possuíam, indo muito além do dízimo.
Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era comum. Com grande poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles, porquanto os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores correspondentes e depositavam aos pés dos apóstolos; então, se distribuía a qualquer um à medida que alguém tinha necessidade. Atos 4. 32-35
Infelizmente Ananias e Safira confundiram as coisas e decidiram não dar tudo e apenas parecer que estavam dando (não nos lembra a hipocrisia dos fariseus?), no que foram repreendidos por Pedro e castigados por Deus.
Através do exemplo da Igreja Primitiva não vemos a abolição do dízimo, e sim a disposição de irmos muito além dele. O que em nada contraria a observância dos dízimos e das ofertas.
Eu não faço questão alguma de falar de dízimo a qualquer igreja que vá além dele; o problema é que a grande maioria dos que lutam contra esta ordenança, o faz justamente para oferecer menos ao Senhor e à Sua Igreja.
Entretanto, para aqueles que vão além da ordenança do dízimo, doando seus bens liberalmente a Deus e à Sua Igreja, não há o que dizer senão que Deus os abençoe e os mantenha assim!


6. Porque ensinar a prática do dízimo e não deixar à espontaneidade de cada crente
Aqueles que não aceitam a prática do dízimo apelam para a espontaneidade da oferta, pois Deus ama a quem dá com alegria. Contudo, quem disse que a prática do dízimo deva ser feita de má vontade? Mesmo no tempo da Lei, podemos ver a alegria do povo fiel e agradecido trazendo seus dízimos e ofertas à Casa do Senhor, e o desgosto de Deus quando não foi assim.
O grande problema é que se não ensinarmos a importância dos dízimos e ofertas na manutenção do serviço a Deus, teremos o que vemos amiúde, uns poucos irmãos fazendo das tripas coração para sustentarem a igreja, com cantinas, quermesses, bazares, etc, enquanto a maioria entrega apenas esmolas para a igreja, ou vivem da memória do dia que deram um valor maior.

7. Quem deve dar o dízimo?
Não podemos esquecer que dízimo é um referencial justo que confere proporcional igualdade no compromisso de todos os fiéis, e juntamente com as ofertas são demonstrações de fé e confiança em Deus, coisa muito normal de se esperar dos crentes, batizados e professos, publicamente comprometidos com a obra de Deus.
Todavia, é coisa estranha o desespero de muitos pastores em cobrar ofertas dos visitantes da igreja, e muitas vezes até sob ameaças de demônios ou ofertas de seguro retorno financeiro, esquecendo-se de que de nada vale trazer dinheiro à igreja, sem que primeiro se tenha entregado o coração ao Senhor Jesus.
É certo que não rejeitamos a oferta de quem quer que seja, contudo, não podemos mercadejar o Evangelho usando semelhantes expedientes.

De um lado, sou contra o constrangimento que alguns líderes tem feito aos irmãos. Penso que o ensino deve ser dado em geral, numa orientação aos crentes, mas não cabe a nós fiscalizar a vida dos irmãos, pois a observância do dízimo é de foro íntimo e cada um é responsável diante de Deus e de mais ninguém.

Por outro lado, entendo que convém aos líderes da igreja, pastores, presbíteros e diáconos, que sejam dizimistas, devendo ser cobrados a esse respeito, pois não há a menor coerência receberem os dízimos dos irmãos com o fim de aplicá-los na obra de Deus, se eles mesmos não dão o exemplo.

Vemos assim que ser dizimista é uma alegria dos crentes de todos os tempos, antes e depois do período da Lei; mas é apenas uma pequena parte de nosso compromisso com Deus, parte esta que não deve ser esquecida, e não exclui as demais obrigações. Quem dá o dízimo, reconhece que é Deus quem o sustenta, e demonstra que crê na certeza de que sempre será assim. Não somos nós que administramos o uso do nosso dízimo, ou escolhemos distribuí-lo como melhor nos pareça, mas, cabe ao Conselho da Igreja a fidelidade no bom destino deste dinheiro, da mesma forma como cabe a nós o dever de trazê-los à igreja. Não há uma cobrança individual para que você “pague o dízimo”, mas é a sua consciência que responde diante do mandamento de Deus. Não se trata de “comprar bênçãos”, muito menos a salvação e sim de amar a Deus e a Sua casa, trabalhando e contribuindo  para o progresso do Evangelho, manutenção do culto a Deus e amparo aos necessitados.        


Muito obrigado por sua pergunta, amado irmão; espero tê-lo ajudado com essa resposta.

Que Deus lhe abençoe, hoje e sempre!


Pr. Sandro Márcio

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Como o Pai enviou o Filho, se os dois são a mesma Pessoa?

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que enviou seu Filho unigênito.
Pastor, como pode o Pai enviar o Filho, sendo que o Pai é o Filho e o Filho se refere ao Pai?
Me esclareça essa questão, pastor.
Sou novo convertido e ainda não tive oportunidade de perguntar ao meu pastor.
Obrigado!
Francisco Gomes

RESPOSTA  DO PASTOR SANDRO 
Bom dia, querido irmão!
Me desculpe a demora em lhe responder, tive a semana bastante difícil, mas, graças a Deus pude lhe escrever agora!

Quanto à sua questão, devo lhe dizer que o Pai, o Filho e o Espírito Santo SÃO O MESMO E ÚNICO DEUS, MAS NÃO SÃO A MESMA PESSOA!

Calma, vamos falar mais sobre isto:
Precisamos lembrar que não estamos falando acerca de uma criatura e sim do Ser de Deus.

Verdadeiramente, tu és Deus misterioso, ó Deus de Israel, ó Salvador. Isaías 45.15
Em se tratando de criaturas, naturalmente, podemos dizer que cada pessoa é um ser e cada ser não pode se identificar como mais do que uma pessoa, seja homem, mulher, demônio ou anjo.
Já, falando do Ser de Deus, tudo o que sabemos é o que Ele nos revelou sobre Si, isto é, por meio de Sua Palavra, a Bíblia Sagrada.
Diz a Bíblia que só existe um Deus e que prestar culto ou adoração a qualquer outro ser é vã idolatria, ofensiva ao Todo-Poderoso.
Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Isaías 44.6
Êxodo 34:14  (porque não adorarás outro deus; pois o nome do SENHOR é Zeloso; sim, Deus zeloso é ele);
2 Reis 17:35  Ora, o SENHOR tinha feito aliança com eles e lhes ordenara, dizendo: Não temereis outros deuses, nem vos prostrareis diante deles, nem os servireis, nem lhes oferecereis sacrifícios;
2 Reis 17:36  mas ao SENHOR, que vos fez subir da terra do Egito com grande poder e com braço estendido, a ele temereis, e a ele vos prostrareis, e a ele oferecereis sacrifícios.
Deste modo, na Bíblia, qualquer ser, homem ou anjo, que se busque adorar, logo é repudiado com veemência:
Aconteceu que, indo Pedro a entrar, lhe saiu Cornélio ao encontro e, prostrando-se-lhe aos pés, o adorou.  Mas Pedro o levantou, dizendo: Ergue-te, que eu também sou homem. Atos 10. 25,26.
Atos 14.
12  A Barnabé chamavam Júpiter, e a Paulo, Mercúrio, porque era este o principal portador da palavra.
13  O sacerdote de Júpiter, cujo templo estava em frente da cidade, trazendo para junto das portas touros e grinaldas, queria sacrificar juntamente com as multidões.
14  Porém, ouvindo isto, os apóstolos Barnabé e Paulo, rasgando as suas vestes, saltaram para o meio da multidão, clamando:
15  Senhores, por que fazeis isto? Nós também somos homens como vós, sujeitos aos mesmos sentimentos, e vos anunciamos o evangelho para que destas coisas vãs vos convertais ao Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo o que há neles;
16  o qual, nas gerações passadas, permitiu que todos os povos andassem nos seus próprios caminhos;
17  contudo, não se deixou ficar sem testemunho de si mesmo, fazendo o bem, dando-vos do céu chuvas e estações frutíferas, enchendo o vosso coração de fartura e de alegria.
18  Dizendo isto, foi ainda com dificuldade que impediram as multidões de lhes oferecerem sacrifícios.
Apocalipse 19:10  Prostrei-me ante os seus pés para adorá-lo. Ele, porém, me disse: Vê, não faças isso; sou conservo teu e dos teus irmãos que mantêm o testemunho de Jesus; adora a Deus. Pois o testemunho de Jesus é o espírito da profecia.

Contudo, acerca de Jesus, nós o encontramos, desde o seu nascimento, recebendo com naturalidade a adoração das pessoas, e até de anjos e demônios:

Mateus 2:2  E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo.
Mateus 2:11  Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra.
7  Portanto, se prostrado me adorares, toda será tua.
8  Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto.
Mateus 8:2  E eis que um leproso, tendo-se aproximado, adorou-o, dizendo: Senhor, se quiseres, podes purificar-me.
Mateus 9:18 ¶ Enquanto estas coisas lhes dizia, eis que um chefe, aproximando-se, o adorou e disse: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe a mão sobre ela, e viverá.
Mateus 14:33  E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus!
Mateus 15:25  Ela, porém, veio e o adorou, dizendo: Senhor, socorre-me!
Mateus 20:20 ¶ Então, se chegou a ele a mulher de Zebedeu, com seus filhos, e, adorando-o, pediu-lhe um favor.
Mateus 28:9  E eis que Jesus veio ao encontro delas e disse: Salve! E elas, aproximando-se, abraçaram-lhe os pés e o adoraram.
João 9:38  Então, afirmou ele: Creio, Senhor; e o adorou.
Hebreus 1:6  E, novamente, ao introduzir o Primogênito no mundo, diz: E todos os anjos de Deus o adorem.

Também nos aponta a Palavra de Deus o Espírito Santo, como Deus, enviado pelo Pai e pelo Filho para consolar, capacitar e orientar a Igreja Cristã.
João 14.
16  E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco,
17  o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós.
26  mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito.
João 16.
7 Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei.
8  Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:
9  do pecado, porque não crêem em mim;
10  da justiça, porque vou para o Pai, e não me vereis mais;
11  do juízo, porque o príncipe deste mundo já está julgado.
12  Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora;
13  quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir.
14  Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
15  Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso é que vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.

Em alguns momentos na Bíblia, vemos estas três pessoas distintamente se relacionando entre si.
Gênesis
1 ¶ No princípio, criou Deus os céus e a terra.
2  A terra, porém, estava sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o Espírito de Deus pairava por sobre as águas.
3 ¶ Disse Deus: Haja luz; e houve luz.
João 1.
1 ¶ No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.
2  Ele estava no princípio com Deus.
3  Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez.
14  E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
João 1.
16  Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça.
17  Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo.
18  Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.
Mateus 3.
16  Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele.
17  E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

Sendo assim, que existe um único Deus e essas TRÊS PESSOAS DISTINTAS são apontadas como Deus, e relacionam-se entre si, a única conclusão possível é que não há três deuses, nem tampouco três manifestações  temporais de Deus e sim que o único Ser de Deus é composto de três pessoas distintas, iguais em eternidade, poder, sabedoria e santidade, coexistindo e se relacionando em plena harmonia, distribuindo, segundo o conselho da Sua vontade as funções a serem exercidas na história da redenção.
Então, o Pai não morre, mas envia o Filho para morrer por nós; e, após a ascensão de Cristo, o Pai e o Filho enviam o Santo Espírito para nosso bem!
Alguns tentam explicar a natureza de Deus de diversas formas: os estados da água, os ramos da árvore, as uvas de um cacho, mas, todas as explicações são deficitárias, pois nada nesse mundo pode ser comparado ao nosso Deus. Cremos que assim é porque assim Ele se revelou a nós!

Sei que o tema é difícil, mas, o que esperar, se mal conseguimos compreender a nossa própria natureza humana; quanto mais entender nitidamente o Ser de Deus?

Resta-nos aceitar a revelação que Deus faz de si mesmo nas Escrituras.
Mas, talvez tão ou ainda mais incompreensível do que o Ser de Deus seja o grande amor que Ele tem por criaturas tão defeituosas e pecadoras, a ponto de enviar Seu amado Filho para morrer por nós!

Se de algum modo eu pude ajudá-lo foi uma honra para mim!
Um forte abraço,
Em Cristo,
Pr. Sandro Márcio
(Ps. Me responda o que achou da resposta e me diga se permite que eu a publique em meu blog).

Resposta do Leitor
Meu amado Pastor, Ungido do Senhor, Bom dia!
Obrigado por ter dispensado uma parte do seu precioso tempo para me dá atenção. Quero lhe dizer que as suas palavras foram muito claras, esclarecedoras, de fácil entendimento e muito proveitosas. Agora meu Espírito está calmo, para a glória do nosso único Salvador Jesus Cristo.
Um forte abraço e fique na paz do nosso Senhor Jesus Cristo.
Francisco Gomes da Silva

Boa tarde, amado pastor!
Esqueci de autorizá-lo a publicar sua resposta em seu blog. Sim pastor, sei que muitas pessoas que também têm essa dúvida, serão esclarecidas.
Mais uma vez, obrigado!
Francisco Gomes da Silva

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Divórcio e Novo Casamento

Boa Noite!
Pastor, preciso tirar uma dúvida a respeito do novo casamento.
Já li e reli vários estudos e opiniões a respeito do novo casamento e vejo que pela biblia  quem contrai um novo casamento a não ser por traição. Comete Adultério.
A minha dúvida é que a biblia também fala que os Adúlteros não herdarão o reino dos céus. Por isso gostaria de saber, quem está nessa situação de um novo casamento perde a salvação? Não há mais esperança para quem esta em uma situação assim?
Apesar da pergunta não estou nessa situação de um novo casamento.
Peço gentileza caso poste minha pergunta no Blog não revelar o meu sobrenome.
Aguardo seu retorno
Abraços

Querido (a) irmão (ã),
A Bíblia Sagrada nos ensina que

O plano de Deus para o casamento é que ele dure até a morte.

I Coríntios 7.39  A mulher está ligada enquanto vive o marido; contudo, se falecer o marido, fica livre para casar com quem quiser, mas somente no Senhor.

Contudo, pela dureza dos corações Deus permitiu o divórcio.

Mateus 19. 8  Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossa mulher; entretanto, não foi assim desde o princípio.

Em caso de divórcio, os únicos motivos que permitem o novo casamento para a parte inocente, são o adultério e o abandono obstinado.

Mateus 5.32  Eu, porém, vos digo: qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada comete adultério.
I Coríntios 7.15  Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz.


Este é o entendimento da Igreja Presbiteriana do Brasil (e também o meu), conforme expresso na Confissão de Fé de Westminster:

Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio, contudo só é causa suficiente para dissolver os laços do matrimônio o adultério ou uma deserção tão obstinada que não possa ser remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil; para a dissolução do matrimônio é necessário haver um processo público e regular. não se devendo deixar ao arbítrio e discrição das partes o decidirem seu próprio caso. Cap. XXIV, VI.

- Pessoalmente, creio que a agressão e a violência doméstica possam ser contadas entre os justos motivos de dissolução do casamento; pois, bem se enquadram na classe de abandono que impede a paz; porém, essa opinião não é compartilhada por todos.

Aos demais casos em que haja divórcio, a Bíblia recomenda a castidade ou o retorno ao cônjuge.

I Coríntios 7.10 e 11 Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.

Mas, o que dizer de pessoas que se divorciaram por quaisquer motivos, antes de se converterem?
Creio que cabe a solução bíblica:

2 Coríntios 5:17 E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.

E quanto àqueles que não são as partes fiéis, ou que se casaram sem o consentimento bíblico; estarão todos em pecado perpétuo, condenados e sem perdão?

De fato, quem não for viúvo e se casou novamente, não sendo em caso de adultério ou abandono obstinado, desobedeceu a ordem de Deus.
Romanos 7.3  De sorte que será considerada adúltera se, vivendo ainda o marido, unir-se com outro homem; porém, se morrer o marido, estará livre da lei e não será adúltera se contrair novas núpcias.

E a Bíblia assegura que os adúlteros, entre outros, não herdarão o reino dos céus:
1 Coríntios 6:9 ¶ Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus.

Hebreus 13:4  Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.

Todavia,  não sejamos injustos de condenar pessoas ainda vivas ao inferno, pois, sempre há lugar para o arrependimento.
Como lemos na continuação do texto mencionado de I Coríntios 6.9e 10.
1 Coríntios 6:11  Tais fostes alguns de vós; mas vós vos lavastes, mas fostes santificados, mas fostes justificados em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus.

De acordo com Jesus, o único pecado, para o qual não há perdão é a blasfêmia contra o Espírito Santo:
Mateus 12:31  Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada.

Para os demais pecados a Palavra de Deus oferece perdão através de Jesus Cristo, mediante o arrependimento:

Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro. I João 2. 1 e 2

Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. I João 1.9

Daí a pergunta:
Deve aquele que está casado segunda vez abandonar a nova esposa, como prova de arrependimento?

Penso que não, pois, não se conserta um erro cometendo outro, uma vez que se desfará mais uma família!

Temos o exemplo do adúltero Davi, que tendo se arrependido, manteve sua nova mulher, Bate-Seba e, após a morte do primeiro filho, com a bênção de Deus, tiveram a Salomão (futuro rei de Israel), ao mesmo tempo em que sofriam as conseqüências humanas e sociais pelos seus pecados.
Conforme II Samuel Caps. 11-19 e Salmo 51.

Insiro abaixo o texto da Confissão de Fé de Westminster sobre esse tema:

CAPÍTULO XXIV
DO MATRIMÔNIO E DO DIVÓRCIO
I. O casamento deve ser entre um homem e uma mulher; ao homem não é licito ter mais de uma mulher nem à mulher mais de um marido, ao mesmo tempo.
Ref. Gen. 2:24; Mat. 19:4-6; Rom. 7:3.
II. O matrimônio foi ordenado para o mútuo auxílio de marido e mulher, para a propagação da raça humana por uma sucessão legítima e da Igreja por uma semente santa, e para impedir a impureza.
Ref. Gen. 2:18, e 9:1; Mal.2:15; I Cor. 7:2,9.
III. A todos os que são capazes de dar um consentimento ajuizado, é lícito casar; mas é dever dos cristãos casar somente no Senhor; portanto, os que professam a verdadeira religião reformada não devem casar-se com infiéis, papistas ou outros idólatras; nem devem os piedosos prender-se desigualmente pelo jugo do casamento aos que são notoriamente ímpios em suas vidas ou que mantém heresias perniciosas.
Ref. Heb. 13:4; I Tim. 4:3; Gen.24:57-58; I Cor. 7:39; II Cor. 6:14.
IV. Não devem casar-se as pessoas entre as quais existem os graus de consangüinidade ou afinidade proibidos na palavra de Deus, tais casamentos incestuosos jamais poderão tornar-se lícitos pelas leis humanas ou consentimento das partes, de modo a poderem coabitar como marido e mulher.
Ref. I Cor. 5:1; Mar. 6:18; Lev. 18:24, 28.
V. O adultério ou fornicação cometida depois de um contrato, sendo descoberto antes do casamento, dá à parte inocente justo motivo de dissolver o contrato; no caso de adultério depois do casamento, à parte inocente é lícito propor divórcio, e depois de obter o divórcio casar com outrem, como se a parte infiel fosse morta.
Ref. Mat, 1: 18-20, e 5:31-32, e 19:9.
VI. Posto que a corrupção do homem seja tal que o incline a procurar argumentos a fim de indevidamente separar aqueles que Deus uniu em matrimônio, contudo só é causa suficiente para dissolver os laços do matrimônio o adultério ou uma deserção tão obstinada que não possa ser remediada nem pela Igreja nem pelo magistrado civil; para a dissolução do matrimônio é necessário haver um processo público e regular. não se devendo deixar ao arbítrio e discrição das partes o decidirem seu próprio caso.


Espero ter sanado sua dúvida.

No temor de Cristo,

Pr. Sandro Márcio

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Como entender Eclesiastes 3.18-21?

Pr.sandro marcio, gostaria que, se possivel fosse, o amado pastor explicar-se "Eclesiaste 3.18-21" grato.lucelio gomes 


Bom dia, querido irmão Lucélio.

Antes de falar especificamente sobre o texto em questão, entendo ser necessário algum esclarecimento sobre o livro de Eclesiastes.


Eclesiastes significa pregador, ou aquele que chama as pessoas para uma reunião.
O autor, inspirado por Deus, provavelmente Salomão, cf. 1.11,12,16 e 2:9, em suas andanças e pesquisas sobre o que acontece aos homens que vivem debaixo do sol ou do céu (cf. Eclesiastes 1:3,9,13,14;  2:3,11,17,18,19,20,22; 3:1,16; 4:1,3,7,15; 5:13,18; 6:1,12; 7:6; 8:9,15,17; 9:3,6,9,11,13 e 10:5), fazendo uso da prodigiosa sabedoria que Deus lhe deu, nos dá excelentes conselhos acerca do bem viver.

Por exemplo:
2. 24  Nada há melhor para o homem do que comer, beber e fazer que a sua alma goze o bem do seu trabalho. No entanto, vi também que isto vem da mão de Deus,
25  pois, separado deste, quem pode comer ou quem pode alegrar-se?

3. 1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu:

4. 9  Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho.
10  Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante.

5. 1 Guarda o pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal.
2  Não te precipites com a tua boca, nem o teu coração se apresse a pronunciar palavra alguma diante de Deus; porque Deus está nos céus, e tu, na terra; portanto, sejam poucas as tuas palavras.

7. 5  Melhor é ouvir a repreensão do sábio do que ouvir a canção do insensato.

9. 9  Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias de tua vida fugaz, os quais Deus te deu debaixo do sol; porque esta é a tua porção nesta vida pelo trabalho com que te afadigaste debaixo do sol.

10  Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças, porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma.


Além disso, o Eclesiastes trata de uma situação difícil de entender e mais ainda de aceitar (principalmente para muitos crentes hoje em dia) que é a falta de justiça que acompanha a sociedade humana e, muitas vezes perdura até a morte do indivíduo, dando o mesmo o fim tanto às pessoas boas quanto às más e até mesmo a inversão, quando, nesta vida, o homem bom sofre males, enquanto o malvado recebe o bem como recompensa imediata dos seus atos.

Confira:
1.16 Pois, tanto do sábio como do estulto, a memória não durará para sempre; pois, passados alguns dias, tudo cai no esquecimento. Ah! Morre o sábio, e da mesma sorte, o estulto!
4. 1 Vi ainda todas as opressões que se fazem debaixo do sol: vi as lágrimas dos que foram oprimidos, sem que ninguém os consolasse; vi a violência na mão dos opressores, sem que ninguém consolasse os oprimidos.
5. 8  Se vires em alguma província opressão de pobres e o roubo em lugar do direito e da justiça, não te maravilhes de semelhante caso; porque o que está alto tem acima de si outro mais alto que o explora, e sobre estes há ainda outros mais elevados que também exploram.
7. 7 Verdadeiramente, a opressão faz endoidecer até o sábio, e o suborno corrompe o coração.
15  Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade.
20  Não há homem justo sobre a terra que faça o bem e que não peque.
8. 6  Porque para todo propósito há tempo e modo; porquanto é grande o mal que pesa sobre o homem.
7  Porque este não sabe o que há de suceder; e, como há de ser, ninguém há que lho declare.
9 Tudo isto vi quando me apliquei a toda obra que se faz debaixo do sol; há tempo em que um homem tem domínio sobre outro homem, para arruiná-lo.
10  Assim também vi os perversos receberem sepultura e entrarem no repouso, ao passo que os que frequentavam o lugar santo foram esquecidos na cidade onde fizeram o bem; também isto é vaidade.
11  Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal.
9. 2  Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao perverso; ao bom, ao puro e ao impuro; tanto ao que sacrifica como ao que não sacrifica; ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.
3  Este é o mal que há em tudo quanto se faz debaixo do sol: a todos sucede o mesmo; também o coração dos homens está cheio de maldade, nele há desvarios enquanto vivem; depois, rumo aos mortos.
11 Vi ainda debaixo do sol que não é dos ligeiros o prêmio, nem dos valentes, a vitória, nem tampouco dos sábios, o pão, nem ainda dos prudentes, a riqueza, nem dos inteligentes, o favor; porém tudo depende do tempo e do acaso.
12  Pois o homem não sabe a sua hora. Como os peixes que se apanham com a rede traiçoeira e como os passarinhos que se prendem com o laço, assim se enredam também os filhos dos homens no tempo da calamidade, quando cai de repente sobre eles.
10. 5  Ainda há um mal que vi debaixo do sol, erro que procede do governador:
6  o tolo posto em grandes alturas, mas os ricos assentados em lugar baixo.
11. 8  Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.
12. 1 Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos dos quais dirás: Não tenho neles prazer;

Daí a insistência na palavra “vaidade” que ocorre por cerca de 40 vezes em Eclesiastes, denunciando que todos os planos e realizações nesse mundo, sem a mente posta na eterna Justiça de Deus não passam de vaidade e correr atrás do vento, uma temporária ilusão, que, fatalmente se desfará na morte.

Conforme:

1:2  Vaidade de vaidades, diz o Pregador; vaidade de vaidades, tudo é vaidade.
1:14  Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento.
2:1 Disse comigo: vamos! Eu te provarei com a alegria; goza, pois, a felicidade; mas também isso era vaidade.
2:11  Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol.
2:15 Pelo que disse eu comigo: como acontece ao estulto, assim me sucede a mim; por que, pois, busquei eu mais a sabedoria? Então, disse a mim mesmo que também isso era vaidade.
2:17 Pelo que aborreci a vida, pois me foi penosa a obra que se faz debaixo do sol; sim, tudo é vaidade e correr atrás do vento.
2:19 E quem pode dizer se será sábio ou estulto? Contudo, ele terá domínio sobre todo o ganho das minhas fadigas e sabedoria debaixo do sol; também isto é vaidade.
2:21 Porque há homem cujo trabalho é feito com sabedoria, ciência e destreza; contudo, deixará o seu ganho como porção a quem por ele não se esforçou; também isto é vaidade e grande mal.
2:23 Porque todos os seus dias são dores, e o seu trabalho, desgosto; até de noite não descansa o seu coração; também isto é vaidade.
2:26  Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e prazer ao homem que lhe agrada; mas ao pecador dá trabalho, para que ele ajunte e amontoe, a fim de dar àquele que agrada a Deus. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.
3:19 Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade.
4:4 Então, vi que todo trabalho e toda destreza em obras provêm da inveja do homem contra o seu próximo. Também isto é vaidade e correr atrás do vento.
4:7 Então, considerei outra vaidade debaixo do sol,
4:8 isto é, um homem sem ninguém, não tem filho nem irmã; contudo, não cessa de trabalhar, e seus olhos não se fartam de riquezas; e não diz: Para quem trabalho eu, se nego à minha alma os bens da vida? Também isto é vaidade e enfadonho trabalho.
4:16  Era sem conta todo o povo que ele dominava; tampouco os que virão depois se hão de regozijar nele. Na verdade, que também isto é vaidade e correr atrás do vento.
5:7  Porque, como na multidão dos sonhos há vaidade, assim também, nas muitas palavras; tu, porém, teme a Deus.
5:10  Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda; também isto é vaidade.
6:2  o homem a quem Deus conferiu riquezas, bens e honra, e nada lhe falta de tudo quanto a sua alma deseja, mas Deus não lhe concede que disso coma; antes, o estranho o come; também isto é vaidade e grave aflição.
6:9  Melhor é a vista dos olhos do que o andar ocioso da cobiça; também isto é vaidade e correr atrás do vento.
6:11 É certo que há muitas coisas que só aumentam a vaidade, mas que aproveita isto ao homem?
6:12 Pois quem sabe o que é bom para o homem durante os poucos dias da sua vida de vaidade, os quais gasta como sombra? Quem pode declarar ao homem o que será depois dele debaixo do sol?
7:6  Pois, qual o crepitar dos espinhos debaixo de uma panela, tal é a risada do insensato; também isto é vaidade.
7:15  Tudo isto vi nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade.
8:10  Assim também vi os perversos receberem sepultura e entrarem no repouso, ao passo que os que frequentavam o lugar santo foram esquecidos na cidade onde fizeram o bem; também isto é vaidade.
8:14 Ainda há outra vaidade sobre a terra: justos a quem sucede segundo as obras dos perversos, e perversos a quem sucede segundo as obras dos justos. Digo que também isto é vaidade.
11:8 Ainda que o homem viva muitos anos, regozije-se em todos eles; contudo, deve lembrar-se de que há dias de trevas, porque serão muitos. Tudo quanto sucede é vaidade.
11:10 Afasta, pois, do teu coração o desgosto e remove da tua carne a dor, porque a juventude e a primavera da vida são vaidade.
12:8  Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.

Assim, uma das principais mensagens que encontramos no livro de Eclesiastes é que o Senhor nos ordena fazer o que é certo pois, apesar das aparências, devemos confiar que Deus, no tempo certo, há de fazer a Justiça triunfar, ainda que seja apenas na eternidade!

3:17  Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra.
11. 9  Alegra-te, jovem, na tua juventude, e recreie-se o teu coração nos dias da tua mocidade; anda pelos caminhos que satisfazem ao teu coração e agradam aos teus olhos; sabe, porém, que de todas estas coisas Deus te pedirá contas.
12: 7  e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.
12:14  Porque Deus há de trazer a juízo todas as obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más.
Eclesiastes 3:11 Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a eternidade no coração do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até ao fim.
Eclesiastes 3:14  Sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe pode acrescentar e nada lhe tirar; e isto faz Deus para que os homens temam diante dele.
Eclesiastes 12:5  como também quando temeres o que é alto, e te espantares no caminho, e te embranqueceres, como floresce a amendoeira, e o gafanhoto te for um peso, e te perecer o apetite; porque vais à casa eterna, e os pranteadores andem rodeando pela praça;
 
Nossa esperança de Justiça prossegue para além desta vida, como disse o servo Jó:

Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim. Jó 19. 25-27


Isto é, sem sombra de dúvidas, um duro e necessário golpe na moderna crendice de que basta se tornar crente para que todos os seus sonhos se realizem já nesta vida!

Infelizmente, muitos crentes nem sequer cogitam a ordem de nosso Senhor para que tomem a cruz (sofrimento) e o sigam!


Quanto ao texto específico de Eclesiastes 3. 18-21,

Veja que o versículo 18 diz: ... é por causa dos filhos dos homens...
Então perguntamos: Isto o quê é por causa?

O que nos leva aos versículos anteriores, 16 e 17.

16 Vi ainda debaixo do sol que no lugar do juízo reinava a maldade e no lugar da justiça, maldade ainda.
17 Então, disse comigo: Deus julgará o justo e o perverso; pois há tempo para todo propósito e para toda obra.

[e então]

18 Disse ainda comigo: é por causa dos filhos dos homens, para que Deus os prove, e eles vejam que são em si mesmos como os animais.
19 Porque o que sucede aos filhos dos homens sucede aos animais; o mesmo lhes sucede: como morre um, assim morre o outro, todos têm o mesmo fôlego de vida, e nenhuma vantagem tem o homem sobre os animais; porque tudo é vaidade.
20 Todos vão para o mesmo lugar; todos procedem do pó e ao pó tornarão.
21 Quem sabe se o fôlego de vida dos filhos dos homens se dirige para cima e o dos animais para baixo, para a terra?

22 Pelo que vi não haver coisa melhor do que alegrar-se o homem nas suas obras, porque essa é a sua recompensa; quem o fará voltar para ver o que será depois dele?

É neste contexto da ineficiência ou mesmo ausência da plena justiça entre os homens que o Pregador (eclesiastes) é obrigado a assumir que, do que é perceptível debaixo do céu, isto é, no mundo em que vivemos, a vida e a morte humanas pouco diferem das dos animais. Pois, com os olhos humanos, neste mundo que nos cerca, não podemos vislumbrar a verdadeira Justiça de Deus, que só será plenamente contemplada no dia do Juízo.

Assim, o livro de Eclesiastes não ensina que com a morte ocorre o “sono da alma” ou o completo aniquilamento, como alguns pensam, e sim que a morte representa a nossa determinante retirada deste cenário e, ao menos para nós, em relação ao que se faz debaixo do sol, é o final de tudo aquilo para o que, arrogantemente, pensamos ter algum domínio!

Com isto cooperam as palavras de Jesus no Evangelho:

Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Lucas 12:20

Espero ter sanado sua dúvida!

Um forte abraço,


Pr. Sandro Márcio