Espaço reservado à reflexão sobre questões que nos incomodam e nem sempre tivemos com quem nos aconselhar. Reflete a opinião de quem, embora não seja dono da verdade, se esforça por ser um servo fiel dela. Existe algo que sempre o incomodou e que ainda não encontrou resposta satisfatória? Este é o seu espaço, você poderá perguntar o que quiser e eu lhe direi o que penso, embasado na Bíblia Sagrada. Trazer-lhe a Palavra de Deus e tirar a sua dúvida, ajudando-o (a) a refletir acerca de seu dia-a-dia é o que mais desejo. Você pode usar o espaço "comentários" para enviar suas perguntas ou, se preferir, mande-as via e-mail: pr.sandromarcio@hotmail.com e aguarde a publicação da resposta no blog.
Que Deus nos ajude!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Por que Jesus deixou Judas Iscariotes Participar da Ceia?


Em 13 de setembro de 2011, o Pr. Durval perguntou:

Irmão uma coisa que muito me intriga e que não sei se terei resposta aqui, é: Por que Jesus Permitiu que Judas Iscariotes tomasse a Santa Ceia?

Caro Pr. Durval,
De fato é intrigante que o Nosso Senhor tenha permitido que um traidor estivesse com ele à mesa, justamente na Santa Ceia, um momento de necessária contrição e consagração. Isto pode até nos levar a pensar: “ora, se Judas Iscariotes pode, então, todo mundo pode participar da Santa Ceia!”.

Contudo, vejamos se é de fato assim.

Lucas 22.
15  E disse-lhes: Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes do meu sofrimento.
16  Pois vos digo que nunca mais a comerei, até que ela se cumpra no reino de Deus.
17  E, tomando um cálice, havendo dado graças, disse: Recebei e reparti entre vós;
18  pois vos digo que, de agora em diante, não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus.
19  E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isto em memória de mim.
20  Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.
21  Todavia, a mão do traidor está comigo à mesa.
22  Porque o Filho do Homem, na verdade, vai segundo o que está determinado, mas ai daquele por intermédio de quem ele está sendo traído!
23  Então, começaram a indagar entre si quem seria, dentre eles, o que estava para fazer isto.

João 13.
18  Não falo a respeito de todos vós, pois eu conheço aqueles que escolhi; é, antes, para que se cumpra a Escritura: Aquele que come do meu pão levantou contra mim seu calcanhar.
19  Desde já vos digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais que EU SOU.
20  Em verdade, em verdade vos digo: quem recebe aquele que eu enviar, a mim me recebe; e quem me recebe recebe aquele que me enviou.
21  Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito e afirmou: Em verdade, em verdade vos digo que um dentre vós me trairá.
22  Então, os discípulos olharam uns para os outros, sem saber a quem ele se referia.
23  Ora, ali estava conchegado a Jesus um dos seus discípulos, aquele a quem ele amava;
24  a esse fez Simão Pedro sinal, dizendo-lhe: Pergunta a quem ele se refere.
25  Então, aquele discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: Senhor, quem é?
26  Respondeu Jesus: É aquele a quem eu der o pedaço de pão molhado. Tomou, pois, um pedaço de pão e, tendo-o molhado, deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes.
27  E, após o bocado, imediatamente, entrou nele Satanás. Então, disse Jesus: O que pretendes fazer, faze-o depressa.

Como vimos nestes textos, Judas Iscariotes participou sim da Santa Ceia!

Então assim como Judas Iscariotes, todos podem participar da Ceia do Senhor?


Não! Vamos com calma! É importante que se diga que, embora isto tenha acontecido com o conhecimento e o consentimento do Senhor; todavia, ocorreu sem que os demais discípulos houvessem entendido que ele seria o traidor, mesmo que Jesus os tenha alertado.

Devemos nos lembrar que a traição de Judas ainda não havia se consumado, e só Jesus podia saber com certeza, pois Cristo é o Deus Filho!

Algo assim pode ocorrer em nossos dias, de alguém tomar a Santa Ceia de forma indigna, sem que a Igreja saiba de seu pecado.

Para evitar isto o apóstolo Paulo escreveu, ensinando sobre a Ceia e apelando para a consciência de cada um:

23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
24  e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
25  Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
26  Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
27  Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
28  Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;
29  pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
30  Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
31  Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
32  Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.

Perceba a relação que há entre a Santa Ceia e a traição de Judas (na noite em que foi traído), demonstrada nas expressões “aquele que comer ou beber o cálice do Senhor indignamente é réu do corpo e do sangue do Senhor” e  “quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si”. Sim, todo aquele que conhecendo o Senhor, deliberadamente vive em pecado, não se importando sequer com a consagração exigidas especialmente na Santa Ceia, age como um Judas, trai o Senhor que morreu para salvar os pecadores!
Veja bem, embora isto seja assim, não deve ser encarado como motivo para o crente abandonar a prática do sacramento e sim para abandonar o pecado que o impede de tomá-lo. Pois, como preceitua a nossa Confissão de Fé de Westminster, em seu capítulo XXII, acerca do sacramento da Santa Ceia:

VIII. Ainda que os ignorantes e os ímpios recebam os elementos visíveis deste sacramento, não
recebem a coisa por eles significada, mas, pela sua indigna participação, tornam-se réus do corpo e
do sangue do Senhor para a sua própria condenação; portanto eles como são indignos de gozar
comunhão com o Senhor, são também indignos da sua mesa, e não podem, sem grande pecado
contra Cristo, participar destes santos mistérios nem a eles ser admitidos, enquanto permanecerem
nesse estado.
Ref. I Cor. 11:27, 29, e 10:21; II Cor. 6:14-16; I Cor. 5:6-7, 13; II Tess. 3:6, 14-15; Mat. 7:6.


Entendemos que Paulo apela à consciência do crente naquilo em que apenas ele ou poucos sabem sobre seu pecado para que NÃO TOME A CEIA INDIGNAMENTE. Contudo, quando este pecado é do conhecimento da igreja e passível de disciplina eclesiástica, cabe aos pastores e presbíteros afastar o irmão rebelde, para que não tome a louca atitude de ofender a Cristo com sua participação na Ceia, sem ter a sua vida restaurada segundo a Palavra de Deus!

Confira: 

2 Coríntios 2.
5  Ora, se alguém causou tristeza, não o fez apenas a mim, mas, para que eu não seja demasiadamente áspero, digo que em parte a todos vós;
6  basta-lhe a punição pela maioria.

1 Timóteo 5.
20  Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam.

Tito 3.
10  Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez,
11  pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada.

Romanos 16.
17 ¶ Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles,
18  porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e sim a seu próprio ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, enganam o coração dos incautos.

2 João 9.
9  Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho.
10 Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas.
11  Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más.

Na história da Igreja Cristã, temos o exemplo do apóstolo João, contado por seu discípulo Policarpo por volta de 130 dC e preservado por Irineu, que demonstra o zelo do apóstolo em sair às pressas de um banheiro público, para evitar a companhia de Cerinto, o herege.  

Assim, respondo à pergunta reconhecendo que não podemos afirmar, sem sombra de dúvidas, o que pensava o Nosso Senhor ao permitir a participação de Judas Iscariotes na Santa Ceia, mas inferir que serviu ele de modelo a tantos quantos mantém uma vida secreta de pecados, mesmo dentro da Igreja, participando dos cultos e dos sacramentos do Batismo e da Santa Ceia, alertando para o triste fim reservado para tal proceder.

E isto, de modo algum, excetua a liderança da Igreja de zelar pela fidelidade, pureza e ordem da Casa e do povo de Deus, mediante os meios e processos adequados à Escritura Sagrada!

Em Cristo,

Pr, Sandro Márcio

PS. Para melhor compreensão da Disciplina Eclesiástica na Igreja Presbiteriana do Brasil, insiro aqui os três primeiros capítulos de nosso Código de Disciplina:

CÓDIGO DE DISCIPLINA - CAPÍTULO I - NATUREZA E FINALIDADE - Art.1º - A Igreja reconhece o foro íntimo da consciência, que escapa à sua jurisdição, e da qual só Deus é Juiz; mas reconhece também o foro externo que está sujeito à sua vigilância e observação. Art.2º - Disciplina eclesiástica é o exercício da jurisdição espiritual da Igreja sobre seus membros, aplicada de acordo com a Palavra de Deus.
Parágrafo Único - Toda disciplina visa edificar o povo de Deus, corrigir escândalos, erros ou faltas, promover a honra de Deus, a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo e o próprio bem dos culpados. Art.3º - Os membros não-comungantes e outros menores, sob a guarda de pessoas crentes, recebem os cuidados espirituais da Igreja, mas ficam sob a responsabilidade direta e imediata das referidas pessoas, que devem zelar por sua vida física, intelectual, moral e espiritual.
CAPÍTULO II - FALTAS - Art.4º - Falta é tudo que, na doutrina e prática dos membros e concílios da Igreja, não esteja de conformidade com os ensinos da Sagrada Escritura, ou transgrida e prejudique a paz, a unidade, a pureza, a ordem e a boa administração da comunidade cristã. Parágrafo Único - Nenhum tribunal eclesiástico poderá considerar como falta, ou admitir como matéria de acusação aquilo que não possa ser provado como tal pela Escritura, segundo a interpretação dos Símbolos da Igreja (Cons., Art.1º). Art.5º - A omissão dos deveres constantes do Art.3º constitui falta passível de pena. Art.6º - As faltas são de ação ou de omissão, isto é, a prática de atos pecaminosos ou a abstenção de deveres cristãos; ou, ainda, a situação ilícita. Parágrafo Único - As faltas são pessoais se atingem a indivíduos; gerais, se atingem a coletividade; públicas, se fazem notórias; veladas quando desconhecidas da comunidade. Art.7º - Os concílios incidem em falta quando: a) tomam qualquer decisão doutrinária ou constitucional que flagrantemente aberra dos princípios fundamentais adotados pela Igreja; b) procedem com evidente injustiça, desrespeitando disposição processual de importância, ou aplicando pena em manifesta desproporção com a falta; c) são deliberadamente contumazes, na desobediência às observações que, sem caráter disciplinar, o Concílio superior fizer no exame periódico do livro de atas; d) se tornam dessidiosos no cumprimento de seus deveres, comprometendo o prestígio da Igreja ou a boa ordem do trabalho; e) adotam qualquer medida comprometedora da paz, unidade, pureza e progresso da Igreja.
CAPÍTULO III - PENALIDADES - Art.8º - Não haverá pena, sem que haja sentença eclesiástica, proferida por um Concílio competente, após processo regular. Art.9º - Os Concílios só podem aplicar a pena de:
a) Admoestação, que consiste em chamar à ordem o culpado, verbalmente ou por escrito, de modo reservado, exortando-o a corrigir-se; b) Afastamento, que em referência aos membros da Igreja, consiste em serem impedidos de comunhão; em referência, porém, aos oficiais consiste em serem impedidos do exercício do seu ofício e, se for o caso, da comunhão da Igreja. O afastamento deve dar-se quando o crédito da religião, a honra de Cristo e o bem do faltoso o exigem, mesmo depois de ter dado satisfação ao tribunal. Aplica-se por tempo indeterminado, até o faltoso dar prova do seu arrependimento, ou até que a sua conduta mostre a necessidade de lhe ser imposta outra pena mais severa; c) Exclusão, que consiste em eliminar o faltoso da comunhão da Igreja. Esta pena só pode ser imposta quando o faltoso se mostra incorrigível e contumaz;
d) Deposição é a destituição de ministro, presbítero ou diácono de seu ofício. Art.10 - Os Concílios superiores só podem aplicar aos inferiores as seguintes penas: repreensão, interdição e dissolução; a) Repreensão é a reprovação formal de faltas ou irregularidades com ordem terminante de serem corrigidas; b) Interdição é a pena que determina a privação temporária das atividades do Concílio; c) Dissolução é a pena que extingue o Concílio. § 1º - No caso de interdição ou disso interdição ou dissolução do Conselho ou Presbitério deverá haver recurso de ofício para o Concílio imediatamente superior. § 2º - As penas aplicadas a um Concílio não atingem individualmente seus membros, cuja responsabilidade pessoal poderá ser apurada pelos Concílios competentes. § 3º - É facultado a qualquer dos membros do Concílio interditado ou dissolvido recorrer da decisão para o Concílio imediatamente superior àquele que proferiu a sentença. Art.11 - Aplicadas as penas previstas nas alíneas “b” e “c” do Artigo anterior, o Concílio superior, por sua Comissão Executiva, tomará as necessárias providências para o prosseguimento dos trabalhos afetos ao Concílio disciplinado. Art.12 – No julgamento dos Concílios, devem ser observadas no que lhes for aplicável, as disposições gerais do processo adotadas nesta Constituição. Art.13 - As penas devem ser proporcionais às faltas, atendendo-se, não obstante, às circunstâncias atenuantes e agravantes, a juízo do tribunal, bem como à graduação estabelecida nos Artigos 9 e 10. § 1º - São atenuantes: a) pouca experiência religiosa; b) relativa ignorância das doutrinas evangélicas; c) influência do meio; d) bom comportamento anterior; e) assiduidade nos serviços divinos; f) colaboração nas atividades da Igreja; g) humildade; h) desejo manifesto de corrigir-se; i) ausência de más intenções; j) confissão voluntária. § 2º - São agravantes: a) experiência religiosa; b) relativo conhecimento das doutrinas evangélicas; c) boa influência do meio; d) maus precedentes; e) ausência aos cultos; f) arrogância e desobediência; g) não reconhecimento da falta. Art.14 - Os Concílios devem dar ciência aos culpados das penas impostas: a) Por faltas veladas, perante o tribunal ou em particular; b) Por faltas públicas, casos em que, além da ciência pessoal, dar-se-á conhecimento à Igreja. Parágrafo Único - No caso de disciplina de ministro dar-se-á, também, imediata ciência da pena à Secretaria Executiva do Supremo
Concílio. Art.15 - Toda e qualquer pena deve ser aplicada com prudência, discrição e caridade, a fim de despertar arrependimento no culpado e simpatia da Igreja. Art.16 - Nenhuma sentença será proferida sem que tenha sido assegurado ao acusado o direito de defender-se. Parágrafo Único - Quando forem graves e notórios os fatos articulados contra o acusado, poderá ele, preventivamente, a juízo do tribunal, ser afastado dos privilégios da Igreja e, tratando-se de oficial, também do exercício do cargo, até que se apure definitivamente a verdade. Art.17 - Só se poderá instaurar processo dentro do período de um ano a contar da ciência da falta. Parágrafo Único - Após dois anos da ocorrência da falta, em hipótese alguma se instaurará processo.

21 comentários:

  1. Ele nao participou da Santa Ceia, e sim da Pascoa Judaica, a qual todas as naçoes podiam participar.

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    1. não. ele participou tanto da ceia pascal quanto da aliança da Jesus.

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    2. concertesa a Kennedy 2012 esta correta, ele nao participou da ceia do Senhor e sim da ceia da Pascoa Judiaca.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Participou da ceia instituída por Cristo sim, pois Cristo lava os pés dos discípulos.
      Judas foi o primeiro a participar do pão e do vinho.

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    5. N1:a ceia ea comunhão sempre foram feitas pelo messias , todas as vezes que os discípulos e a multidão se reuniam .

      A verdadeira doutrina do (yeshua) jesus Cristo,esta em Mateus cap 5,6 e 7 se algum outro vier a vós ensinando alguma outra doutrina ou preceito que não esse aparta-te dos tais , a igreja de Cristo (verdadeira)não condiz com nenhum desses megatemplos hoje,lembrese de atos 2 :" perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão e no partir do pão! Os templos fazem isso hoje?

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  2. Pastor Marcos,
    Agradeço ao seu estudo, e fico feliz com pessoas que não se apressam em responder, pois s Palavra de Deus, nos ensina a sermos prudentes. Minha admiração pela sua pessoa em muito cresceu depois de ter lido seu artigo.

    Não se sabe, mas tive um AVC, e estou impossibilitado de trabalhar, mas não de estudar (rsrs). Mais uma vez obrigado!
    Com o Amor do PAI, Pastor Durval.

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    1. Deus lhe abençoe, para que, conforme a Sua santa e bendita vontade o irmão possa melhorar mais e mais! Louvo a Deus por sustentar-lhe na fé, no amor e na esperança! Tenho conversado com o pastor Wagner e aguardo momento propício de ir lhe visitar!

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    2. Entendo que quando Paulo quando se referiu aos Coríntos sobre cear indignamente, falou às pessoas que não comiam em casa e iam matar sua fome sem discernir o corpo e o sangue de Jesus. O que considerou fortemente como indignidade e condenação por falta desse discernimento. Vejo a Ceia como um convite misericordioso de pessoas rendidas, conscientes do seu pecado, que se aproximam da mesa convictos de sua condição,mas confiantes na misericórdia, e no infinito de amor do nosso Senhor, pois nenhum de nós, incluindo pastores, dificilmente poderiam cear pois todos temos pecados. Aliás, o mandamento à santidade, ao arrependimento pela falta com nossos irmãos, é direcionado aos dízimos, quando a palavra afirma que se tivermos qualquer pendência contra alguém, que deixemos nossa oferta no altar até que acertemos com nosso irmão. Verdade é, que as igrejas atuais transferiram a necessidade de arrependimento para a Ceia, porque precisam dos dízimos. Impedem o rebanho de participar do momento misericordioso com Jesus e não impedem que adúlteros, corruptos, mentirosos, sonegadores de impostos, opressores de suas famílias, ofertem na Casa do Senhor. Trazendo todo peso pelo pecado sobre a igreja, sobre a caminhada do rebanho. Depois nan sabemos porque tantos problemas, tantos choros sem respostas. É hora de voltarmos para o evangelho de Jesus, devolvermos o trono para Ele, e sermos servos fiéis e verdadeiros.

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    3. A Paz do Senhor Jesus, irmã Ruth!
      Concordo com a necessidade de santificação do ofertante, conforme o texto mencionado pela irmã.
      Contudo, não creio que se trate de restringirmos a repreensão de Paulo a um único pecado, pois o que ele fez foi citar uma situação presente. Assim, não se trata de transferir a necessidade de arrependimento, da oferta para a Ceia, e sim de, em todo o tempo, proclamar a ordem para a santificação do povo de Deus, por meio da fé e do arrependimento.
      Como nos ensina o profeta Isaías:
      Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? 13. Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembléias ... não posso suportar a iniqüidade e o ajuntamento solene! 14. As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. 15. Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue.
      Isaías 1.12-15.

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  3. A onde está escrito que no momento da ceia pascal Jesus faz a santa ceia?

    Quem disse que o que Jesus fez naquela ceia pascal, Ele mandou que fizéssemos assim?

    Se o ato feito por Jesus virou mandamento, porque não há relatos de tais práticas por parte dos discípulos ou novos convertidos?

    Se durante aquela festa pascal Jesus faz um algo diferente digamos abre um parentese para selar com os discípulos o pacto da nova aliança como Ele mesmo disse. O pacto foi dEle para com eles naquele momento. Por que agora teríamos de intitularmos de SANTA CEIA e tentar reproduzir aquela aliança já feita, só que da gente para com ELE e de período em período refaze-la?

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  4. Resposta ao amado irmão Eric:

    A onde está escrito que no momento da ceia pascal Jesus faz a santa ceia?

    Mateus 26.
    18 E ele lhes respondeu: Ide à cidade ter com certo homem e dizei-lhe: O Mestre manda dizer: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos.
    19 E eles fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
    20 Chegada a tarde, pôs-se ele à mesa com os doze discípulos.
    26 Enquanto comiam, tomou Jesus um pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo.
    27 A seguir, tomou um cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos;
    28 porque isto é o meu sangue, o sangue da nova aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados.

    1 Coríntios 11.
    28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;
    29 pois quem come e bebe sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si.
    30 Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e não poucos que dormem.
    31 Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados.
    32 Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo.


    1 Coríntios 10.
    16 Porventura, o cálice da bênção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? O pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo?
    17 Porque nós, embora muitos, somos unicamente um pão, um só corpo; porque todos participamos do único pão.
    21 Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.

    Quem disse que o que Jesus fez naquela ceia pascal, Ele mandou que fizéssemos assim?

    1 Coríntios 11.
    23 Porque eu recebi do Senhor o que também vos entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão;
    24 e, tendo dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim.
    25 Por semelhante modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que o beberdes, em memória de mim.
    26 Porque, todas as vezes que comerdes este pão e beberdes o cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha.
    27 Por isso, aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor, indignamente, será réu do corpo e do sangue do Senhor.
    28 Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e, assim, coma do pão, e beba do cálice;


    Se o ato feito por Jesus virou mandamento, porque não há relatos de tais práticas por parte dos discípulos ou novos convertidos?
    Atos 2.
    42 E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.

    Atos 20.
    7 No primeiro dia da semana, estando nós reunidos com o fim de partir o pão, Paulo, que devia seguir viagem no dia imediato, exortava-os e prolongou o discurso até à meia-noite.


    Se durante aquela festa pascal Jesus faz um algo diferente digamos abre um parentese para selar com os discípulos o pacto da nova aliança como Ele mesmo disse. O pacto foi dEle para com eles naquele momento. Por que agora teríamos de intitularmos de SANTA CEIA e tentar reproduzir aquela aliança já feita, só que da gente para com ELE e de período em período refaze-la?

    Querido irmão, como podemos ler na Bíblia Sagrada, a Ceia do Senhor, Santa Ceia, Mesa do Senhor, Eucharistia (ações de graças), o Partir do Pão, ou como preferir chamar; é uma instituição do próprio Senhor Jesus Cristo e cabe ao cristão zelar por cumprir as ordens de seu Senhor; não como mero ritual, antes como importante sinal que fortalece nossa fé e consagração a Deus, agindo espiritualmente em nós, através da constante memória do Sacrifício de Cristo, perfeito e eficaz, realizado uma única vez em nosso lugar!

    Fraternalmente em Cristo,

    Pr. Sandro Márcio

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  5. Irmao se lermos cuidadosamente as passagens sobre a ceia iremos notar que Judas nao participou da ceia do Senhor e sim da ceia pascal. A passagem de lucas é que pode demonstrar que judas participou da ceia do Senhor,porém se obsrvamos os vers.29 e 30 de lucas 22 Jesus faz uma promessa: E eu vos destino o reino, como meu pai mo destinou, para que comais e bebais à minha mesa no meu reino e vos assentareis sobre tronos, julgando as doze tribos de Israel. Judas na poderia ter recebido essa promessa pois ele nao estara na ceia do senhor no ceu. Pense nisso!

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  6. realmente você está certo, é só fazer uma harmonia desta passagem da ceia entre todos os evangelhos, versículo por versículo, e veremos que Judas participou sim da festa da pascoa mas quando Jesus institui a santa ceia Judas já havia saído para traí-lo.

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  7. Bom independente disso, algum tinha que Trai-lo, esse escolhido foi Judas Iscariotis, por que se não fosse dessa forma, as escrituras não teriam se cumprido...então talvez tenha sido a mais dura escolha de Judas...ou seja...era dele a responsabilidade pela conclusão da provecia...Jesus poderia ter evitado...poderia ser de outra forma...mas tudo foi conforme O Criador ordenou desde os antigos escritos bíblicos..fica aqui para mim que por conhecimento e ordem de Jesus...Judas cumpriu o seu papel e com isso o Cristo nos remiu.

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    1. "Ai do mundo, por causa dos escândalos; porque é inevitável que venham escândalos, mas ai do homem pelo qual vem o escândalo!" Mateus 18:7
      Lembremo-nos que Judas, assim como o diabo, sem querer cumprem a vontade decretada de Deus para o bem de seus servos. Isto de modo algum os isenta de culpa e do merecido castigo divino por suas maldades!

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  8. Deus Filho não existe, só há 1 Deus, o Pai (1º aos Coríntios 8:6). Só o Pai é Deus em todos os sentidos, pois Jesus sendo o Filho não pode ser o ETERNO, afinal, todo filho logicamente é mais novo do que seu pai, assim também é entre Deus e Jesus, muito embora Jesus tenha as características de Deus Pai, temos que ter em mente que a Divindade de Jesus é por procuração, por representação. Jesus mesmo disse: "todo poder me foi dado assim na terra como no céu". (Mateus 28:18).

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    1. Caro amigo, muito obrigado por externar a sua opinião.
      Quanto a isto, recomendo que leia com atenção outra postagem neste blog.
      http://respondapastor.blogspot.com.br/2014/04/como-o-pai-enviou-o-filho-se-os-dois.html?m=1
      Que Deus nos ilumine!

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    2. Precisamos ter muita cautela ao falar do Ser de Deus, nossa lógica não dá conta de compreender. Devemos nos satisfazer com a revelação que Ele faz de si mesmo.

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  9. RESUMINDO, JUDAS PARTICIPOU DA CEIA OU NÃO?

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