Espaço reservado à reflexão sobre questões que nos incomodam e nem sempre tivemos com quem nos aconselhar. Reflete a opinião de quem, embora não seja dono da verdade, se esforça por ser um servo fiel dela. Existe algo que sempre o incomodou e que ainda não encontrou resposta satisfatória? Este é o seu espaço, você poderá perguntar o que quiser e eu lhe direi o que penso, embasado na Bíblia Sagrada. Trazer-lhe a Palavra de Deus e tirar a sua dúvida, ajudando-o (a) a refletir acerca de seu dia-a-dia é o que mais desejo. Você pode usar o espaço "comentários" para enviar suas perguntas ou, se preferir, mande-as via e-mail: pr.sandromarcio@hotmail.com e aguarde a publicação da resposta no blog.
Que Deus nos ajude!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

É Certo Vender Produtos na Igreja?

Esta pergunta é parte do assunto tratado no CompartChat da rádio IPB (www.ipb.org.br/radio) em 02/08/2011. Aqui estendo minhas considerações, com vistas a um tratamento mais detalhado.

Pergunta:

De acordo com

Mateus 21:12-13 “Tendo Jesus entrado no templo, expulsou todos os que ali vendiam e compravam; também derribou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas. E disse-lhes: Está escrito: A minha casa será chamada casa de oração; vós, porém, a transformais em covil de salteadores.”

É errado fazer cantina e venda de produtos na igreja?


Resposta:

De início é preciso que se faça a devida distinção quanto ao  alvo da presente resposta. Não estamos aqui discutindo acerca de absurdos como  “carnê de bênçãos”, o tamanho da oração do pastor ou das bênçãos prometidas condicionados ao tamanho das ofertas, e a venda de amuletos e “objetos de poder” ou o torto conceito do dinheiro como “semente de bênçãos”.
Cremos e esperamos que a igreja de Cristo facilmente reconheça a ganância envolvida nestas práticas.
Um único versículo é suficiente para tratar de coisas semelhantes a essas:

Atos 8.20  Pedro, porém, lhe respondeu: O teu dinheiro seja contigo para perdição, pois julgaste adquirir, por meio dele, o dom de Deus.

Para maiores detalhes recomendo:

O que nos interessa no presente estudo é algo bem diferente, é acerca da validade e a fidelidade bíblica de uma prática corriqueira em muitas de nossas igrejas: os bazares, cantinas e outras formas de comércio, com vistas à manutenção da igreja e apoio à causas emergenciais. Esta prática já está tão arraigada no coração de muitos que o mínimo questionamento já lhes parece ofensivo!
Afinal é indiscutível a alegria, o congraçamento e o animado e envolvente trabalho das senhoras da igreja, levantando recursos para as nobres causas cristãs.  Por que então mexer com o que está indo tão bem?

Apesar da boa vontade, intenção e sinceridade daqueles que organizam esses trabalhos na igreja, creio mesmo que involuntariamente, nos impedem de conhecer o modo como Deus deseja que seu povo se conduza.

Não cabe aqui fazermos leis para quem quer que seja, e sim orientar acerca das coisas mais excelentes reveladas na Escritura Sagrada, pois ela, e só ela é a nossa infalível regra de fé e de prática.

Leiamos:
“Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizei: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, vós, a nação toda. Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na minha casa; e provai-me nisto, diz o SENHOR dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu e não derramar sobre vós bênção sem medida” Ml 3. 8-10

“Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; por que Deus ama a quem dá com alegria” 2 Co 9. 7


Os textos citados nos revelam a vontade de Deus quanto ao modo como deseja amparar os necessitados, bem como sustentar e abençoar a sua Igreja; isto é, HAVENDO FIDELIDADE NOS DÍZIMOS E OFERTAS JAMAIS PRECISAREMOS DE OUTRO EXPEDIENTE PARA ARRECADAÇÃO DE RECURSOS PARA A IGREJA.
A Bíblia nada fala sobre bazares, cantinas, bingos, “restaurantes”, etc, e sim sobre fidelidade nos dízimos e nas ofertas!

Quando Deus mandou que os israelitas fizessem o tabernáculo e todos os preciosos instrumentos de adoração, o que foi feito? Uma campanha movida por vendas, cantinas e bazares?
Não! Deus conclamou o seu povo para que voluntariamente ofertasse!
Êxodo 25
1 Disse o SENHOR a Moisés:
2 Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta.


Quando Davi precisava de grande soma de bens e materiais para que seu filho Salomão construísse o templo, o que ele fez? Incentivou alguma forma de comércio na igreja para conseguir os recursos necessários à construção?
Não! Voluntariamente ele deu de seus bens e conclamou ao povo que fizesse o mesmo!
Confiram:
ICrônicas 29.
1 Disse mais o rei Davi a toda a congregação: Salomão, meu filho, o único a quem Deus escolheu, é ainda moço e inexperiente, e esta obra é grande; porque o palácio não é para homens, mas para o SENHOR Deus.
2 Eu, pois, com todas as minhas forças já preparei para a casa de meu Deus ouro para as obras de ouro, prata para as de prata, bronze para as de bronze, ferro para as de ferro e madeira para as de madeira; pedras de ônix, pedras de engaste, pedras de várias cores, de mosaicos e toda sorte de pedras preciosas, e mármore, e tudo em abundância.
3 E ainda, porque amo a casa de meu Deus, o ouro e a prata particulares que tenho dou para a casa de meu Deus, afora tudo quanto preparei para o santuário:
4 três mil talentos de ouro, do ouro de Ofir, e sete mil talentos de prata purificada, para cobrir as paredes das casas;
5 ouro para os objetos de ouro e prata para os de prata, e para toda obra de mão dos artífices. Quem, pois, está disposto, hoje, a trazer ofertas liberalmente ao SENHOR?
6 Então, os chefes das famílias, os príncipes das tribos de Israel, os capitães de mil e os de cem e até os intendentes sobre as empresas do rei voluntariamente contribuíram
7 e deram para o serviço da Casa de Deus cinco mil talentos de ouro, dez mil daricos, dez mil talentos de prata, dezoito mil talentos de bronze e cem mil talentos de ferro.
8 Os que possuíam pedras preciosas as trouxeram para o tesouro da Casa do SENHOR, a cargo de Jeiel, o gersonita.
9 O povo se alegrou com tudo o que se fez voluntariamente; porque de coração íntegro deram eles liberalmente ao SENHOR; também o rei Davi se alegrou com grande júbilo.

17 Bem sei, meu Deus, que tu provas os corações e que da sinceridade te agradas; eu também, na sinceridade de meu coração, dei voluntariamente todas estas coisas; acabo de ver com alegria que o teu povo, que se acha aqui, te faz ofertas voluntariamente.
18 SENHOR, Deus de nossos pais Abraão, Isaque e Israel, conserva para sempre no coração do teu povo estas disposições e pensamentos, inclina-lhe o coração para contigo;
19 e a Salomão, meu filho, dá coração íntegro para guardar os teus mandamentos, os teus testemunhos e os teus estatutos, fazendo tudo para edificar este palácio para o qual providenciei.
20 Então, disse Davi a toda a congregação: Agora, louvai o SENHOR, vosso Deus. Então, toda a congregação louvou ao SENHOR, Deus de seus pais; todos inclinaram a cabeça, adoraram o SENHOR e se prostraram perante o rei.

E Jesus, certamente aquele que nos dá o exemplo do que é melhor, o que fez?
Vejamos:
Mateus 14.
15  Ao cair da tarde, vieram os discípulos a Jesus e lhe disseram: O lugar é deserto, e vai adiantada a hora; despede, pois, as multidões para que, indo pelas aldeias, comprem para si o que comer.
16  Jesus, porém, lhes disse: Não precisam retirar-se; dai-lhes, vós mesmos, de comer.
17  Mas eles responderam: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes.
18  Então, ele disse: Trazei-mos.
19  E, tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a relva, tomando os cinco pães e os dois peixes, erguendo os olhos ao céu, os abençoou. Depois, tendo partido os pães, deu-os aos discípulos, e estes, às multidões.
20  Todos comeram e se fartaram; e dos pedaços que sobejaram recolheram ainda doze cestos cheios.
21  E os que comeram foram cerca de cinco mil homens, além de mulheres e crianças.

O que vemos aqui? Jesus aproveitando a oportunidade para vender sanduíches baratinhos para a multidão? Quanto dinheiro não poderia arrecadar se ele vendesse a R$ 1,00 a unidade? Ou mesmo a R$0,50? Por que Ele não teve essa grande idéia?

Por que
O sustento do Senhor e dos seus discípulos, assim como o seu serviço de amparo aos pobres vinha das ofertas voluntárias:

Lucas 8.
1 Aconteceu, depois disto, que andava Jesus de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do reino de Deus, e os doze iam com ele,
2  e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios;
3  e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, Suzana e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens.

Mateus 19.
21  Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.

João 12.
5  Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres?
6  Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava.

João 13.
29  Pois, como Judas era quem trazia a bolsa, pensaram alguns que Jesus lhe dissera: Compra o que precisamos para a festa ou lhe ordenara que desse alguma coisa aos pobres.


E quando os irmãos da igreja dos apóstolos, entusiasmados com a graça e o amor de Deus, voluntariamente traziam seus bens para que fossem distribuídos, Pedro resolveu que isto devia parar?
 Não, ele apenas orientou para que pessoas como Ananias e Safira não usassem de ofertas e de mentiras para se auto-promoverem.
Falando sobre a mau-dada oferta de Hananias:
3 Então, disse Pedro: Ananias, por que encheu Satanás teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, reservando parte do valor do campo?
4 Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder? Como, pois, assentaste no coração este desígnio? Não mentiste aos homens, mas a Deus.

E quando os irmãos de Jerusalém passavam por dificuldades, os apóstolos mandaram que lhes vendesse roupas ou comida a um preço baratinho?
Não! Paulo saiu pelas demais igrejas recolhendo ofertas conforme cada um pudesse dar.

I Coríntios 16.
2 No primeiro dia da semana, cada um de vós ponha de parte, em casa, conforme a sua prosperidade, e vá juntando, para que se não façam coletas quando eu for.

2 Coríntios 9.
1 Ora, quanto à assistência a favor dos santos, é desnecessário escrever-vos,
2 porque bem reconheço a vossa presteza, da qual me glorio junto aos macedônios, dizendo que a Acaia está preparada desde o ano passado; e o vosso zelo tem estimulado a muitíssimos.
3 Contudo, enviei os irmãos, para que o nosso louvor a vosso respeito, neste particular, não se desminta, a fim de que, como venho dizendo, estivésseis preparados,
4 para que, caso alguns macedônios forem comigo e vos encontrem desapercebidos, não fiquemos nós envergonhados (para não dizer, vós) quanto a esta confiança.
5 Portanto, julguei conveniente recomendar aos irmãos que me precedessem entre vós e preparassem de antemão a vossa dádiva já anunciada, para que esteja pronta como expressão de generosidade e não de avareza.
6 E isto afirmo: aquele que semeia pouco pouco também ceifará; e o que semeia com fartura com abundância também ceifará.
7 Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama a quem dá com alegria.
8 Deus pode fazer-vos abundar em toda graça, a fim de que, tendo sempre, em tudo, ampla suficiência, superabundeis em toda boa obra,
9 como está escrito: Distribuiu, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre.
10 Ora, aquele que dá semente ao que semeia e pão para alimento também suprirá e aumentará a vossa sementeira e multiplicará os frutos da vossa justiça,
11 enriquecendo-vos, em tudo, para toda generosidade, a qual faz que, por nosso intermédio, sejam tributadas graças a Deus.
12 Porque o serviço desta assistência não só supre a necessidade dos santos, mas também redunda em muitas graças a Deus,
13 visto como, na prova desta ministração, glorificam a Deus pela obediência da vossa confissão quanto ao evangelho de Cristo e pela liberalidade com que contribuís para eles e para todos,
14 enquanto oram eles a vosso favor, com grande afeto, em virtude da superabundante graça de Deus que há em vós.
15 Graças a Deus pelo seu dom inefável!

A única menção que vemos a algum tipo de comércio na igreja vem da boca de Jesus, e com palavras nada elogiosas, confira Mt 21. 12, 13, Mc 11. 15-17 e Lc 19. 45, 46.

Sabemos que o contexto da reprovação de Jesus ao comércio no templo, com a devida expulsão dos mercadores (que aconteceu, por no mínimo duas vezes, uma no início, outra no fim de seu ministério terreno) é o uso do átrio dos gentios para estes negócios, impedindo que os estrangeiros que confiavam em Deus pudessem adorá-lo dignamente. Também há o forte indício de monopólio e superfaturamento na venda de animais e câmbio das moedas, o que é bastante percebido na expressão de Jesus “covil de salteadores”. O que de início parecia uma coisa boa, pois atendia as pessoas que vinham de longe e antes tinham o incomodo trazer o gado de casa, tinham desde então um lugar acessível para a compra de animais aceitos pelo sacerdote, bem como um local para a troca das suas moedas para as únicas que eram aceitas no templo, acabou por se tornar um sério impedimento à adoração das nações ao Deus de Israel, além de tornar o templo uma ambiente aberto à corrupção!
E é claro que os crentes modernos certamente não farão isso, espero! Mas ainda assim nada muda o fato de que a igreja do Antigo e do Novo Testamentos, viviam muito bem sem essa prática!

Aos que fazem questão do movimento de confraternização e amor envolvidos nas atividades mencionadas, digo que nada impede que se continue a fazer, tão somente, recomendo a que não mais se venda, e sim que se faça doações aos necessitados, pois para o pobre nada tem “valor simbólico”, cada moeda o ajuda para comprar pães ou mesmo para pagar a condução!

Lembremos do caso do irmão pobre com família numerosa que já não podia mais ir à igreja de tão pendurado que estava na cantina, e pensemos, por que a igreja não pode fazer como seu mestre Jesus, dar peixes e pães de forma gratuita e generosa?

Lembremos também do saudoso Rev. Jacó Silva, que grande bem prestou à Igreja Presbiteriana do Brasil, pregando a suficiência dos dízimos e ofertas para o sustento da igreja e amparo aos pobres!

Embora o tema “dízimos e ofertas na igreja” pareça ser um assunto desagradável, para muitos em nossos dias, é urgente falarmos sobre isso, e assim cumprirmos a vontade do Senhor, evitando todos os artifícios criados pelos homens que, ao lançarem mão destas alternativas, nada fazem senão assumir o fracasso na fidelidade dos crentes no serviço voluntário a Deus e aos pobres através dos seus bens!


Ps. Quanto à venda de Bíblias, hinários, livros e CDs nas igrejas, não penso que atentem contra o princípio mencionado, pois não servem para a manutenção da igreja e sim para o justo pagamento dos custos envolvidos. Entendo que podem ser vendidos, desde que não seja no local ou no horário dos cultos, e haja uma reserva que possa atender com empréstimos ou doações desses produtos aos que não possam comprar.

Com amor fraterno,
Pr. Sandro Márcio

38 comentários:

  1. Boa exposição do assunto, Pastor... Concordo.

    Mas ainda tenho uma dúvida...
    Aki na igreja temos o costume de fazermos encontros de casais... ou de jovens e adolescentes....
    Fizemos um jantar (contratamos um buffet)com os casais no Dias dos Namorados, com palestra edificante, ornamentamos o ambiente.... tudo isso teve um custo dispendioso.... cobramos um valor X de cada casal.... tem algo errado nisso??

    Suélia Goulart

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  2. Cara irmã, não vejo mal algum no fato dos irmãos juntarem os esforços para pagar os custos desses encontros; contanto que isto não se torne um modo de, mesmo sem querer, acabar excluindo aqueles que não possam pagar. É uma questão de consciência e de amor: ao mesmo tempo em que um irmão não deve se fazer pesado ao outro, devemos levar as cargas uns dos outros, de modo a que não haja necessitados na Casa de Deus!

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  3. Rev., gostei muito de sua explicação..
    Ficou bem claro..
    Obrigada!!

    Abraços..

    Catiúscia Rosa Dutra Soares.

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  4. Deus continue te abencoando e te dando sabedoria e temor,deveria dar palestras a todos lideres do brasil,essa lepra esta tomando conta das igrejas jogo,bingo,revista da natura,avon, na hora do culto , cantina na igreja ,cha de senhoras com comes e bebedentro da igreja e ate alugando o patio da igreja e o templo para aniversario,casamento etc.para gerar fundos

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  5. Gostei da explicação, agora tenho outra pergunta : Tenho visto igrejas fazendo festas dentro do templo, jantares, até salão de beleza ja vi ( obvio que não em dia de culto) mas sendo eu pouco estudada na palavra não acho correto usar desta forma a casa de oração...
    Não acho errado fazer coisas deste tipo só não concordo com o fato de ser dentro da igreja, acredito que existe lugar certo para tudo
    sera que o pastor pode me dizer se é correto ou não usar a igreja desta forma?

    obrigada!

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    1. Querida irmã, entendo que fora dos horários de culto o salão da igreja pode ser usado para fins justos e nobres, que envolvam confraternização ou prestação de serviços gratuitos. Não vejo isto como um mal, pois o templo não é profanado deste modo, creio ser um grande desperdício deixá-lo ocioso e desocupado, quando poderia proporcionar bem à comunidade e expressar na prática o amor de Deus e o cuidado com os que sofrem!

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  6. a paz do Senhor Jesus, na nossa igreja temos grupo de jovens, porem temos alguns gastos com eles como por exemplo, passeio para reuniões em outras igrejas, instrumentos musicais, passagem de onibus para jovens que moram longe da igreja, biblias e premios para atividades que eles fazem, porem alguns irmãos estão nos criticando por fazermos cantina, e nós não contamos com a ajuda de mais ninguem, como devemos fazer?

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  7. Irmãos amados, pessoalmente penso que os crentes podem individualmente ou em grupo se mover e levantar dinheiro para despesas extras; mas que isto não envolva comprar e vender coisas nas dependências da igreja, local onde ainda acredito, tudo deva ser oferecido gratuitamente. Precisamos urgentemente lembrar os grupos de jovens são parte essencial da Igreja de Cristo e por ela devem ser sustentados, financeiramente e com orações! Ou apoiamos pessoal e financeiramente o dedicado trabalho dos jovens ou depois lamentamos o desânimo e afastamento deles! Que Deus nos livre!
    Penso que aqueles que são contra o fazer cantinas na igreja devem ser os primeiros a dar condições financeiras para que elas jamais sejam necessárias, sendo fiéis nos dízimos e amorosos nas ofertas para causas locais!
    Sei que não sou perfeito e que posso estar enganado, por isso, respeito os irmãos que pensem de modo diferente, só não posso falar contra o entendimento, até aqui, tenho recebido da Palavra de Deus!

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    1. Penso que não existe opção ao amor; a igreja deve amar e sustentar as sociedades e departamentos internos!
      O caso mencionado no comentário deve ser levado à liderança da igreja para que esta se posicione, apoiando e orientado seus jovens!
      Que Deus os abençoe!!!

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  8. pastor é certo que os obreiros de uma igreja tem a responsabilidade em muitas vezes de arcar com as despesas da congregaçao ,tais como , produtos de limpeza e higienicos , lanche das crianças da escola domimical, toalhas para a mesa da santa ceia e até mesmo o vinho ( suco de uva)e outras coisas , isso tirando do proprio bolso. isso quem deve prover nao é a congregaçao ?

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  9. Querido (a) irmão (ã), quando um trabalho é ainda muito novo, devido à falta de membros dizimistas e ofertantes, ele depende quase que exclusivamente da igreja sede, e convém que ela pague as despesas. Contudo, infelizmente ocorre em algumas congregações (não sei se é o caso, mas sei que acontece)de algumas igrejas sedes mandarem emissários retirar os dízimos e ofertas de suas afiliadas e não deixarem nem mesmo o dinheiro para pagarem as despesas mínimas, obrigando seus pastores a fazer "das tripas coração" para manter os trabalhos funcionando. Cabe uma análise séria e responsável para saber o que realmente está acontecendo pois a situação que você mencionou é literalmente insustentável!

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  10. Eu ainda , sou nova convertida .. Mais na igreja onde congrego , existe brecho , bombons ... livros para venda , ate aluguel de livros ... Mais , ja tenho conviccao que e errado ... Nao compro nada , mais como devo agir , faco simplismente vista grossa , ou posso chamar pastor , apostolo para falar do caso ????? Que Deus se desagrada ...

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    1. Querida irmã, este é realmente um problema, que divide opiniões, mesmo entre cristãos sinceros, pois conheço igrejas sérias e comprometidas com o Evangelho, mas que ainda não se deram contas da inadequação dessas práticas. Penso que nosso papel como irmãos amorosos é, com amor e humildade, expor o problema à liderança da igreja. Uma vez que tenha falado, você respeita a decisão da liderança, mas, explica porque não pode participar! Se Deus quiser, poderá mudar a situação; caso o contrário, lembre-se que não podemos forçar os outros a pensar e fazer o que pensamos, restando apenas orar para que Deus para que ilumine as mentes e até lá, dê paciência e paz ao seu coração. Conte com minhas orações!

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    2. Amem ... Pastor tenho outra duvida , que preciso clarear , na igreja onde congrego tbm , nos cultos de jovens tem festa temática , tipo anos 60 , mais gospel , onde pegam musicas do mundo e transformam em letras gospel , onde dançamos , esta correto ??? fazem isso como forma de atrair jovens . Como devo proceder ??

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    3. Querida irmã, quero lhe lembrar que podemos pensar de forma diferente, em questões não essenciais, e ainda assim, sermos irmãos, salvos por Cristo!

      Só não tem salvação aquele que estabelece um outro alicerce, confiando em homens ou em si mesmo, e não exclusivamente no sacrifício de Jesus na cruz!

      Isto posto, falarei aqui, conforme a iluminação que recebi do Espírito Santo, através da leitura de Sua Palavra, e aconselhamento com servos fiéis que me antecederam na fé cristã.


      Há anos atrás quando questionei a um estimado e respeitado servo de Deus sobre este assunto ele me respondeu que "mudar a letra de músicas mundanas por mensagens cristã, é como servir a sopa num penico"!

      Pessoalmente, defendo que o culto é a Deus e não aos homens, que não deve ser confundido com shows ou apresentações artísticas.

      Ainda que a cultura secular possa fazer parte da nossa vida cotidiana, precisamos tomar cuidado para não rebaixar o louvor a uma mera cópia mal-feita do que faz sucesso na mídia.

      Entendo que o culto não pode ser triste (a não ser no momento de confissão de pecados a Deus), mas, nossa alegria não deve ser confundida com mera diversão jovial. Somos felizes pois Cristo nos salvou da justa ira de Deus e nos conferiu a adoção de filhos de Seu Pai! Somos felizes pois nos amamos verdadeiramente a ponto de nos sacrificarmos uns pelos outros! Creio que a maior atração do culto, mesmo acima da manifestação artístico-cultural, está na transformação que Deus fez em nossas vidas, e que faz na existência de todo aquele que nEle crê. Não podemos nos rebaixar a uma competição com o entretenimento secular.

      Temos liberdade de agir e viver nesse mundo, usufruindo de todo bem, podendo, em nossos lares, cantar músicas saudáveis que, às vezes, ouvimos nas rádios seculares, todavia, cuidando sempre de não pecar e nem causar escândalos ou envergonhar o Evangelho que professamos.

      Quanto a adoração individual e comunitária, aconselho que desenvolvamos uma arte cristã legítima, com hinos novos ou antigos que não se submetam às músicas ou letras que ainda trazem impregnadas em si a memória de ideias contrárias ao Evangelho!

      Devemos lembrar que este assunto não toca questões de salvação e sim, maneiras de melhor servir ao nosso Senhor.

      Independente de qualquer coisa secundária, nossa salvação está em Cristo e não em obras, para que ninguém se glorie!

      Sou contrário à mudança das letras de músicas com o fim de atrair os jovens para a igreja, pois, entendo que, o que oferecemos é muito superior ao que eles tem lá fora. Precisamos mostrar a diferença!

      Certa vez um jovem não crente ao entrar numa igreja evangélica e ouvir um "funk gospel" exclamou: Que pena...pensei que vocês tinham algo diferente para nos oferecer!"

      No entanto, cada crente, denominação e igreja local deve examinar as Escrituras e agir com consciência sincera, no melhor da iluminação que recebeu do Senhor!

      Quanto à atitude a tomar, peço que ore e examine as diferentes opiniões e aja segundo a sua melhor consciência cristã!

      No amor de Cristo,

      Pr. Sandro Márcio

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    4. Amem , pastor muito obrigado , que a paz de Cristo esteje sempre com o senhor .

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  11. Pastor, há semanas minha cabeça vem martelando sobre uns movimentos jovens que em surgindo na minha igreja. Tenho muitas dúvidas e aqui as deixarei expostas:
    É correto dançar pagode na igreja, visto que a dança é totalmente sensualizada?

    Pastor, coloco aqui só mais uma insatisfação que tenho sobre o ministério ao qual congrego e peço que me ajude.
    Minha igreja na minha cidade é sinônimo de "modernidade" e " liberalismo", isso devido, as bandas que surgem, que são bastantes polêmicas, pois é um grupo despreparado, que não profetiza e nem ora durante o "louvor', que incita os irmãos a dançarem sensualmente. Vejo também pastor, que muitos do jovens que estavam mornos na minha igreja estão voltando, porém o alvo único deles é esta banda. O que fazer?

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  12. Caro irmão, peço que me desculpe pela demora em responder-lhe. Penso que não é necessário que haja mensagem ou oração durante o louvor, basta que os cânticos preparem a igreja para a mensagem que será pregada a seguir, pois a pregação da Palavra de Deus deve ter lugar central no culto.
    Quanto ao cenário que você apresentou é realmente digno de preocupação, pois, o povo de Deus deve salvar os jovens, retirando-os das suas ímpias paixões e não trazendo-as para dentro da igreja.
    Judas .
    17 Vós, porém, amados, lembrai-vos das palavras anteriormente proferidas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo,
    18 os quais vos diziam: No último tempo, haverá escarnecedores, andando segundo as suas ímpias paixões.
    19 São estes os que promovem divisões, sensuais, que não têm o Espírito.
    20 Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo,
    21 guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna.
    22 E compadecei-vos de alguns que estão na dúvida;
    23 salvai-os, arrebatando-os do fogo; quanto a outros, sede também compassivos em temor, detestando até a roupa contaminada pela carne.
    24 Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória,
    25 ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!

    Cumpra seu papel, alertando a igreja contra este mal, mas, não viva a contender, se a situação se tornar insuportável, busque uma igreja evangélica que cultue a Deus com ordem e decência!
    II Timóteo 2.
    24 Ora, é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente,
    25 disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade,
    26 mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele para cumprirem a sua vontade.

    I Coríntios 14.40 Tudo, porém, seja feito com decência e ordem.

    Recomendo que leia todo o capítulo 14 de I Coríntios.
    Que Deus o ampare e abençoe!

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  13. Olá pastor! Não concordo com sua hermenêutica utilizada em Mateus 21:12-13.

    O comércio citado neste versículo é relacionado as práticas egoístas de obter lucro, para fins pessoais.
    Lembre-se que antes do templo físico, após a ressurreição de Cristo, nós somos o verdadeiro templo do Espírito Santo na Terra.

    Então um momento de confraternização APÓS o culto, no caso com uma cantina, onde o lucro ajudará a manutenção da igreja (além dos dízimos e ofertas), lembrando que é UMA OFERTA de serviço, com voluntários, nada consta na Palavra que invalide essa prática.

    Tudo o que o senhor mencionou não passa de opinião pessoal, que deve ser respeitada no seu aprisco, onde é pastor. Mas é incoerente mencionar a Palavra que é Verdade para expressar uma opinião.

    No demais que o Senhor o abençoe!

    Abraço,

    Héber

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  14. Caro irmão Héber, agradeço por sua opinião aqui expressa.
    Todos temos opiniões e, como servos de Deus, devemos formulá-las à luz da Sua Santa Palavra que é a Bíblia Sagrada.
    Procurei demonstrar aqui que minha opinião não está baseada meramente na hermenêutica de um único texto e sim, de boa fé, na consideração de outros textos e fatos bíblicos mencionados acima. Desejo que fique bem claro que não sou contra a saudável confraternização com comes-e-bebes após o culto e sim contrário à compra e venda que tem dificultado e muitas vezes impedido a livre participação dos pobres em tais confraternizações. Procurei esclarecer que desde de há muito tempo a Igreja de Deus tem feito uso de um costume muito mais salutar que é o de dar e receber. Penso que o ônus da prova não está em quem evita o comércio na igreja e sim aos que o defendem, pois, acredito que tal prática seja estranha à Bíblia Sagrada e ao modo como Deus revelou que deseja o sustento dos cultos e amparo aos pobres. Reafirmo que não sou o dono da verdade, mas me esforço por ser um fiel servo e propagador dela.
    O que escrevo aqui não visa impor novas ordens ao povo de Deus, tão pouco me intrometer em pastorado alheio, apenas uso deste espaço em meu blog pessoal, para responder as perguntas de amigos e irmãos que desejam conhecer minhas opiniões e práticas, que cultivo na sinceridade de um pastor que, embora imperfeitamente, acredita crer e viver conforme a verdade revelada nas Escrituras.
    Respeito os irmãos que pensem de forma diversa e peço a Deus que a todos nos ilumine!
    Um forte abraço, no temor de nosso Senhor Jesus Cristo.

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  15. Pastor, agradeço por sua resposta ao meu comentário e a este espaço no teu blog.

    Fazemos cantinas em casos especiais e raros, mas posso dizer que todos participam, inclusive as pessoas que estão sendo assistidas socialmente (neste caso recebem gratuitamente ou outros pagam).

    No mais, apreciei sua resposta.

    Que Deus o abençoe!

    Obs: Nossas opiniões são semelhantes sobre a música na igreja. Em sua resposta a Gracy Freitas.

    Abraço,

    Héber

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  16. Pastor,
    fazer feiras em praças públicas para vender objetos e alimentos para a população em geral com o intuito de arrecadar dinheiro para missões é uma prática correta da igreja ? Esse dinheiro proveniente do comércio pode ser classificado como oferta para a igreja?

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  17. Creio que isto é perfeitamente válido, pois, toda iniciativa de trabalho popular honesto, com vistas a ofertar para a igreja e ou missões é válida. Isto é muito diferente de fazer comércio na igreja. Entendo que os crentes, individualmente podem vender seus bens e dar o valor para a igreja, o que é bem atestado biblicamente (Cf. Atos 2.45 e 4. 34 e 35), já a igreja, como instituição não deve se envolver com vendas e sim fornecer ajuda gratuita aos que precisam.

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  18. Paz do Senhor, Pastor!

    Os crentes venderem seus bens INDIVIDUALMENTE é bem atestado biblicamente, mas no caso das feiras que o irmão anônimo citou, acho que deve ser a igreja como um todo, sendo que as coisas vendidas devem ser compradas com ofertas dos irmãos no caso dos objetos e ingredientes para a formação de pratos no caso de alimentos. Neste caso, é correto? Não foge a ideia de doar?

    Este assunto me deixa constrangida, fico sem graça de dizer que não vou contribuir, os irmãos nos olha como se estivéssemos com avareza.
    Ao mesmo tempo não quero contribuir porque não acho certo participar do que não concordo.

    E o pior é que a praça fica na frente da igreja, e todo mundo conhece como feirão da igreja. Sinto que o povo não consegue doar e sim trocar a oferta por um copo de creme de galinha(isso quem compra) e quem doa a oferta para o que vai ser vendido, é como se quisesse fazer sua oferta render.

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    1. De fato, irmã, a ideia de um "feirão", mesmo que não seja nas dependências da igreja, me parece algo constrangedor, e um modo alternativo de arrecadar fundos, demonstrando pouca confiança na suficiência dos dízimos e ofertas ordenados por Deus para a manutenção de Seu trabalho. Entendo que, como cristãos, devemos sempre nos posicionar pelo que cremos; todavia, que o façamos com muito respeito e humildade, buscando fazer o possível por preservar a unidade e a paz do corpo de Cristo, orando para que Deus melhor esclareça o Seu povo!

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  19. Paz do Senhor pastor Sandro.

    Seu estudo me fez pensar um pouco sobre o assunto e gostaria que o senhor esclarecesse algumas dúvidas. Se a igreja como instituição, ou um grupo da mesma, se junta, fazem doações dos produtos ou ingredientes e fazem a venda fora da igreja ("templo") e entregam esse dinheiro à igreja, isso é doação, mas se é vendido na igreja após o culto, isso seria anti-bíblico? Concordo que devemos ter o templo do Senhor como santo e respeita-lo como casa de Deus, mas creio que Deus não trata da mesma forma a sua casa física, como tratava no velho testamento, pois sua atenção maior está no 'tempo" que somos nós. A santidade de Deus não mudou, eu sei, mas se Deus visse do mesmo jeito, muitos de nós seríamos queimados simplesmente ao subir no altar ou ao toca-lo.

    Como o senhor mesmo disse, a igreja se transformou em um local de ajuda à comunidade. Por exemplo, no dia das crianças, nossa igreja promove um dia de brincadeiras, lanches e presentes, totalmente gratuito, promovido por doações, dentro do templo. Quando Israel celebrava algo, mesmo algo que Deus havia feito, isso nunca era dentro do templo.

    Quanto ao texto de Mateus, creio que tinha a ver com o tipo de importância que Deus dava ao templo físico e como o povo não dava importância a ele, à intenção do coração de quem vendia (ladrões) e até de quem comprava, pois era mais fácil para os ofertantes comprar a sua oferta (animais) no templo, sem ter nenhuma trabalho de trazer de sua casa.

    Concordo que Deu nos manda trazer os dízimos e ofertas a sua casa para que haja mantimento e essa é a principal fonte de renda da igreja. Mas se a minha oferta não for sincera, Deus não me abençoará (como Ananias e Safira).

    Não conheço muito a história da igreja cristã, então não sei se as primeiras igrejas possuíam um lugar para cultuar (templo) ou se era na casa dos irmãos, ao ar livre, etc. Então, a questão seria não usar o nome da igreja, ou não fazer a venda no local onde o culto é feito?

    Agradeço ao seu emprenho em instruir o povo de Deus e que o nosso senhor Jesus continue lhe dando sabedoria.

    A paz.

    Tatiane Alves

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  20. Boa noite, irmã Tatiane.
    Muito obrigado por suas ponderações!
    Penso como você acerca da diferença entre o templo no Antigo Testamento e os nossos edifícios onde atualmente cultuamos a Deus.
    Penso que o problema não é meramente o bazar e afins serem ou não serem realizados no local de culto. O que procurei defender biblicamente é o entendimento de que um crente, de forma individual e espontânea, pode, honestamente, dispor de seus bens do modo como queira; mas a Igreja, como instituição, pode e deve auxiliar gratuitamente aos necessitados e confiar que os dízimos e ofertas são sempre abençoados por Deus como suficiente recurso para a sua subsistência e auxílio aos pobres, evitando como estranhas, as formas alternativas de angariar fundos que ainda mais acomodam os crentes que não são ofertantes fiéis!

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  21. A paz do Senhor Pastor Sandro

    O que acha de Irmãos que veem a igreja, pregam a Palavra e/ou Louvam, e vendem CD's, DVD's, Livros, etc?

    É correto afirmar que esta é uma pratica justa para viver do evangelho?

    A Paz!

    Diego C.

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  22. Querido irmão, acredito que, como diz a Palavra de Deus, digno é o trabalhador do seu salário. Deste modo, aquele que se dedica à música cristã ou é autor de livros, deve poder se manter com a venda do produto de seu trabalho. Somente recomendo que, na igreja, haja discrição, bastando um aviso para as pessoas interessadas o procurarem no salão social, no final do culto, de maneira que, ao menos durante o culto a Deus, nenhum crente seja tido como estrela ou superstar, pois ali, todos se igualam como adoradores! Infelizmente, hoje em dia, os "artistas" evangélicos se tornaram a "atração" maior de muitos cultos!

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    1. Obrigado pela resposta Pr. Sandro, muito esclarecedora!

      A Paz!

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  23. Pastor, na igreja que sou membro, na época de missoes mundiais e nacionais, nós temos o costume de vender doces e salgados no estacionamento do templo pra arrecadar pra missoes, isso é correto?

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  24. Bom dia, irmã (o)!
    Como tenho afirmado acima, sou pessoalmente defensor da tese de que os dízimos e ofertas do povo de Deus tem que ser suficiente para as causas mantidas pela Igreja. Todavia, entendo perfeitamente o que faz com que líderes evangélicos acabem cedendo a outras formas de angariar fundos; pois, qual deve ser a pressão pela qual têm passado ao ver que, infelizmente, muitos crentes não põe a mão no bolso para contribuir com o sustento e as causas da Igreja, a não ser que tenham algum retorno em bens ou produtos.
    Contudo, devemos lembrar que esta é uma questão secundária que não é decisiva para nossa fé e salvação; apenas busca maior compreensão e fidelidade no bom andamento e manutenção dos trabalhos. Precisamos ter cuidado de defendermos nossos posicionamentos com fidelidade bíblica, humildade e amor, concedendo ao outro o direito de discordar sem nos sentirmos magoados por isso!

    Lembremos das palavras de Agostinho:
    “Em coisas essenciais,unidade, em coisas não essenciais, liberdade e em todas as coisas, caridade”.
    Que Deus nos ajude!

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    1. Em muitas igrejas temos a distribuição de cofrinhos para que as famílias levem para casa e assim contribuam para missões. Em minha casa temos o costume de separar todas moedas de R$1,00 para esse cofrinho, que depois de cheio é direcionado às causas missionárias. É uma sugestão simples e prática, entre tantas outras possibilidades.

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  25. Acerca da gratificante mobilização dos bazares de igrejas, posso dizer que pastoreio numa comunidade carente e, em nossa igreja temos feito, com relativo sucesso, o Bazar de Graça, que é um evento especial de ajuda aos necessitados do bairro, com toda a logística de um bazar comum de utilidades domésticas, só que totalmente de graça! Tem sido bastante agradável e ordeiro, com grande participação dos vizinhos da igreja. Cada pessoa toma seu lugar na fila e se cadastra à porta, responde se deseja uma visita do pastor (a resposta não interfere em nada no tratamento recebido) e a seguir entra com o direito de escolher até 10 itens de seu gosto e necessidade. Não há necessidade de fiscalização intensa, apenas da manutenção da ordem pelos diáconos, e até aqui todos os visitantes tem se comportado com respeito, alegria e gratidão!
    Sugiro que, com respeito e submissão, tentem levar esta ideia para seus líderes. Para nós tem sido uma bênção e um referencial para as pessoas do bairro que "estranham" de bom grado encontrar uma igreja que os ajude de forma inteiramente gratuita!

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  26. Em Mateus 21:12-13 - Tendo Jesus entrado "no templo"....nao diz que Ele entro no "salao" da Igeja... Claro, dentro da Igrja esta mal...mas vender uma comida sem por preco para ajudar um irmao (a) em dificuldade ou para ajudar a pagar as despecas da igreja, eu acho que nao tem mal.

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  28. Ola pastor boa noite, eu vi que em seu comentário, o senhor deu bastante enfase ao uso do dizimo na resolução dos problemas financeiro de uma igreja.Sendo assim, resolvi compartilhar um pensamento e gostaria que o senhor comentasse por favor.
    A palavra dizimo encontrado pela Primeira vez na Bíblia em (Gn 14) significa colheita, ou seifa é que foi uma atitude voluntária, quando depois de uma guerra, Abraão ofereceu a um sacerdote chamado Melquisedeque, Jacó, seu neto, também comprometeu-se voluntariamente a dar dízimos, esse dízimo nunca foi dinheiro e sim cereais, sendo este totalmente diferente do preceito religioso estabelecido na ordem levítica da lei de Moisés que pela sua lei o Dízimo significa a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxa ou imposto, para ajudar organizações religiosas judaicas segundo a Lei de Moises (Lv 27, 30, 32) (Malaquias 3:10) (Hb 7:5). Segundo ordem levitica dizimo era dado exclusivamente aos levitas (1 Cr 15:2) (Hb 7.5), (Hb 7.11)
    Seu início se deu porque dentre as 12 tribos de Israel, a mais pobre era a tribo de Levi, então as tribos mais prosperas deveriam repartir mantimentos com a tribo menos favorecida justamente porque elas tinham colheitas em abundancia e não necessitavam de tantos mantimentos, guardar tudo para elas mesmas significaria acumular tesouro o que é terminantemente proibido por Deus, a tribo de Levi por sua vez também ofertava a viúvas órfãos e necessitados (Dt 26:12) repartiam com os estrangeiros, já que Israel no passado também já foi estrangeira, significando assim amor ao próximo, lá, benção era chuva para a colheita, maldição era seca, o devorador eram os gafanhotos, tudo isso definitivamente nada tem a ver a associação do devorador com o demônio nem benção com prosperidade financeira, como ensina o sistema religioso de hoje, em toda a bíblia não existe uma única citação que ampare essa afirmação. Segundo a LEI apenas os LEVITAS poderiam recolher o dizimo.
    Os lideres religiosos de hoje que recolhem o dizimo, não são da tribo de Levi, não são Judeus e não fazem parte da Lei de Moisés. Este costume existiu de Abraão, até Levi (Hb 7:9), nessa passagem Paulo explica que, o dizimo termina em Levi e por ser Cristo sacerdote segundo a Ordem de Melquisedec, este ab-rogou (aboliu) o sacerdócio levítico com todas as suas as leis, dízimos e costumes, conforme narra Paulo na carta endereçada aos Hebreus (Hb 7, 1 - 28). Paulo arremata: "Com efeito, mudado que seja o sacerdócio, é necessário que se mude também a lei" (Hb 7.12). E ainda: "O mandamento precedente é, na verdade, ab-rogado pela sua fraqueza e inutilidade" (Hb 7, 18). OBS: SACERDOTE SÃO (LÍDERES RELIGIOSOS DA TRIBO DE LEVI) e mais, Quem entende que a o velho testamento e seus preceitos foram abolido por Cristo segundo o Apostolo Paulo (2 Co 3:14), apóia o uso do dizimo, citando a passagem do Novo Testamento onde Jesus critica os Escribas e Fariseus que lembram apenas do dizimo e esqueciam os outros preceitos da lei (Mt 23:23), sabemos que segundo a lei de Móisés do antigo testamento, aqueles dois homens que Jesus criticou, eram obrigados a dar o dizimo, o cominho e hortelã porque eram Judeus e ainda estavam sobre o manto da lei de Moisés e não da graça, que tem seu inicio com a morte de Jesus “ Esta consumado” naquele momento Cristo adentrou a nova aliança da graça, que estamos hoje, e neste contexto Jesus está dando uma bronca no pessoal que só lembrava do dízimo e esqueciam se dos outros preceitos da Lei, definitivamente ele não está orientando aos Gentios (nós) a praticar o preceito do dízimo. Cristo e seus discípulos jamais orientaram, permanecêssemos no preceito do dizimo, das coisas do dizimo a única que Jesus preservou é a caridade ajudar o necessitado ou seja ofertar ao próximo. (Is 1:17), (Tg 1:27).

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